Impasse marca negociação entre BB e bancários sobre hora-extra
Impasse marca negociação entre BB e Bancários sobre hora-extra
Texto: Luciano Augusto
A mesa redonda realizada ontem, na Subdelegacia do Ministério do Trabalho em Bauru, com representantes do Sindicato dos Bancários e Financiários de Bauru e região e do Banco do Brasil
(BB), que discutiu o pagamento de horas-extras para os trabalhadores terminou, pela segunda vez (a primeira foi em 27 de março), sem solução. Chefia e trabalhadores não chegaram a um acordo e os representantes sindicais pediram, caso haja eventuais horas-extras feitas pelos funcionários do BB, fiscalização no banco por parte do Ministério do Trabalho.
Marcos Aurélio Silvestre, diretor do sindicato dos bancários, afirmou que funcionários fizeram horas-extras e que o Banco do Brasil descumpriu o acordo firmado para o perÃodo de 18 de março à 26 de abril de 99, não comunicando estas horas.
O ponto é controlado por folha de ponto. Como explicou Silvestre, nesta folha tem assinalada o horário com a jornada de seis horas, que é assinada na entrada do funcionário.
"O funcionário assina e se depois ele faz hora-extra, não tem anotação", aponta. Segundo Aurélio, os próprios funcionários afirmaram que não tem qualquer tipo de anotação de hora-extra, contrariando os dizeres do BB.
Já o superintendente estadual de planejamento e logÃstica do Banco do Brasil, Edgar Mendes Batista Júnior, 47 anos, disse que "o banco nunca se furtou a pagar uma hora-extra que tenha sido feita" e que, "todas as registradas, são pagas".
Esse registro, para Batista Júnior, é o grande ponto discordante. Como disse, o funcionário que cumpre mais de seis horas diárias é recompensado pelo banco com o pagamento do excedente. "Só que existe o banco de horas. Até o limite do banco de horas, o banco paga e o que estrapola cai nas regras do acordo", esclareceu o superintendente do BB.
Mesmo assim, o Banco do Brasil está convocando 19 trabalhadores aprovados em concurso e mais seis que já exerciam atividade no banco, para completarem o quadro funcional da empresa na região. Silvestre alega que o "próprio banco admitiu que havia carência de funcionários em alguns locais de trabalho".
Estiveram também presentes na rodada de negociações representando o Banco do Brasil, Milton Yukio Ozawa, analista, Edmundo Fraga Lopes, advogado, Norton de Souza, gerente da agência centro, e José Marconi Guimarães Lima, superintendente regional. Pelo lado do sindicato compareceram: Sandro Luiz Fernandes, advogado, e os diretores sindicais Jamil Sabbag e Emerson Pinheiro.