A verdade sobre o FHM
A verdade sobre o FHM
B. Requena é editor de Internacional do JC Com uma certa freqüência, enquanto o assunto permanece em evidência, no centro dos debates, algumas pessoas, felizmente poucas, tentam culpar o prefeito Nilson Costa pela não construção de casas pelo Fundo de Habitação dos Municipiários - FHM. Aqui, muito menos levando em consideração estar na posição de seu assessor de imprensa, mas, muito mais pelo hábito, pelo vício de, na condição de jornalista, buscar sempre a verdade, gostaria de externar algumas considerações.
Quando secretário do Bem-Estar Social, Nilson ocupou a presidência do Fundo Gestor, que tinha como finalidade principal a concretização das unidades habitacionais.
É verdade que aqueles recursos, supervisionados de maneira séria e objetiva, chegaram a atingir soma suficiente para que os planos que deram origem ao FHM começassem a sair do papel e se transformassem em realidade. O que algumas pessoas não entendem, ou não querem entender por conveniências que podem levar a vários interesses, exceto o efetivo anseio do servidor público municipal, é que a última palavra, no entanto, não estava com o então secretário. Como no futebol, de frente para o gol, havia ainda alguém com a possibilidade de soprar o apito, arguindo impedimento, para que o objetivo maior não se consumasse. O que ocorreu mais de uma vez. Afinal - poderiam imaginar alguns - é muito prestígio para quem, após ter consolidado uma das maiores mecas da comunicação do Interior do Estado, para quem construiu e está para entregar um dos mais belos e funcionais complexos para abrigo e educação de crianças especiais que se conhece no País, agora construir um núcleo habitacional para os trabalhadores da municipalidade. Impedido de construir, Nilson ficou apenas como administrador e guardião do Fundo.
Já como chefe do Executivo, pelo menos durante duas reuniões com o Sindicato dos Servidores, testemunhei a diretoria do Sinserm pedir ao prefeito para que acabasse com a obrigatoriedade da contribuição. Também por duas vezes ouvi o prefeito prevendo que, caso isso acontecesse, haveria uma evasão de contribuintes, esvaziando o plano do FHM. Nilson acertou e deu no que deu. Construir com o que restou só se fosse uma brincadeira (que não deve ser o caso) que levaria 60 anos para entregar a última casa. Mas, apesar de tudo, agora prevalece a vontade da maioria dos funcionários, que se retirou, o que deve ser respeitado. Portanto, não é correto culpar o prefeito pelas casas que não saíram. Trabalho sério de sua parte houve nessa direção. Agora, Nilson incumbiu a diretoria da Cohab para que viabilize plano de construção que substituirá FHM.
A verdade pode ter várias faces, porém a que não tem disfarce é sempre a que triunfa. (B. Requena)