07 de julho de 2026
Geral

Calote

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 2 min

Comércio tem queda de 79% nos cheques sem fundo

Comércio tem queda de 79% nos cheques sem fundo

Texto: Luciano Augusto

O famoso "cheque borrachudo", aquele que bate no banco e volta para o empresário, pelo menos para o setor comercial, diminuiu 79% neste ano em relação ao ano passado. Entretanto, o número não representa o universo de cheques sem fundo emitidos em Bauru, mas sim somente àqueles registrados pelo comércio no Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

O secretário executivo da Câmara dos Dirigentes Lojistas

(CDL)-SPC, Marco AntÃnio Grecca, 54 anos, apurou que entre janeiro e maio deste ano, foram passados no comércio 3.233 cheques sem fundos. No mesmo período do ano passado, o número foi bem maior e atingiu a somatória de 5.795 cheques.

Para Grecca, os números podem refletir uma mudança de comportamento, tanto por parte do consumidor que paga suas contas como por parte de quem os recebe. Além disso, lembra, tem o fator crise econÃmica, que trouxe recessão e desemprego.

"O consumidor está tomando cuidado com as compras, deixando de lados os gastos supérfluos", analisa Grecca. Segundo ele, o consumidor está mais preocupado e atento com seus gastos e, por isso, menos suscetível à inadimplência.

A crise econÃmica também acertou em cheio o consumidor. O medo do desemprego e o quadro econÃmico atual, com juros altos por exemplo, desencoraja o consumidor a assinar uma folha de cheque. Estudando o gráfico é possível perceber que de fevereiro para março, no auge da desvalorização do real e das incertezas sobre a real força da moeda brasileira, o número de registro de cheques sem fundos subiu de 667 para 827. Já no mês de abril, quando a situação econÃmica era mais visível, o número de registros caiu para 589.

Por outro lado, os números indicam também que o recebedor do cheque, ou seja, o comerciante está mais atento e mais precavido quando pega um cheque do cliente. De acordo com Orlando Burgo, 67 anos, presidente da CDL reafirmou que atualmente,

é possível se informar muito melhor sobre a "qualidade" dos cheques recebidos. Por sua vez, os bancos estão mais rigorosos na liberação de talões para os clientes.

Burgo disse ainda que a queda no número de cheques com problemas de crédito é mais um reflexo, também, da queda das vendas no comércio.