04 de março de 2026
Geral

Construção civil

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 2 min

Reajuste salarial pressiona custo da construção

Reajuste salarial pressiona custo da construção

Texto: Luciano Augusto

O Custo Unitário Básico (CUB) da Construção Civil aumentou, no mês de maio, 1,51%. A alta foi pressionada pelo reajuste salarial dos trabalhadores da construção civil do município de São Paulo (data-base em 1.º de maio), que fez o custo da mão-de-obra na construção subir, no mesmo mês, 3,13%. Entretanto, no mesmo período, os preços dos materiais caíram 0,53%, resultando no índice de 1,51%.

Somando estes primeiros meses de 99, o CUB registrou um aumento de 3,9%. Nos últimos doze meses, a alta foi de 4,58%. Por metro quadrado, o CUB padrão da construção civil paulista foi de R$ 535,09.

Este índice é calculado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo

(SindusCon-SP) e reflete a variação mensal dos custos do setor no Estado, para utilização nos reajustes dos contratos do setor. De acordo, com o diretor regional do SindusCon para Bauru e região, José Regino Júnior, 48, "o CUB é um parâmetro do custo para o mercado ter conhecimento do preço da construção".

Embora, o índice seja utilizado nos reajustes contratuais, Regino Júnior lembra que nem todos os contratos são reajustados pelo CUB. Há, por exemplo, os reajustes baseados no Índice Nacional da Construção Civil (INCC).

O SindusCon pesquisa também, mensalmente, a cotação de 70 insumos utilizados pela construção civil. Destes, no mês de maio, 48 produtos tiveram variação superior à do Índice Geral de Preços Médios

(IGP-M), que, em maio, foi de menos 0,29%.

Os maiores aumentos registrados foram os seguintes: dobradiça em ferro polido, com alta de 8,58%; granilite 8 mm polido para piso, que aumentou 6,55%; caixa de passagem com tampa PVC 4x4, que subiu 3,7%; dobradiça pesada em latão polido, com aumento de 3,38% e a tinta a óleo para interiores, com alta de 3,22%.

IBGE

Já o custo da construção civil medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou, em maio, alta de 0,99% sobre o registrado em abril, com preço médio por metro quadrado de R$ 292,14. O reajuste foi superior ao verificado no mês anterior, abril, que ficou em 0,54%. No ano, o aumento acumulado chega a 3,28%.

O instituto confirma que o resultado de maio foi bastante influenciando pelo índice de São Paulo, que refletiu o dissídio salarial da categoria. O IBGE mede o custo nacional do setor.