07 de julho de 2026
Geral

Cooperativismo

Adriana Amorim
| Tempo de leitura: 2 min

Associações pretendem aderir ao cooperativismo

Associações pretendem aderir ao cooperativismo

Texto: Adriana Amorim

Associações de moradores de Bauru pretendem discutir a viabilidade e propor a implantação de cooperativas de trabalho nos bairros. A idéia foi trazida por entidades que participaram na semana passada do Congresso Nacional de Associações de Moradores (Conam), em Goiânia. A intenção agora é divulgar o assunto entre as associações da cidade, buscar apoio da administração pública e iniciativa privada para conseguir implantar o projeto.

A experiência das cooperativas de trabalho foi transmitida por associações de moradores que já desenvolvem o projeto com sucesso em várias regiões do País. Através da união entre grupos de moradores, as cooperativas funcionam como geração de renda, servem como alternativa de trabalho e reforçam o orçamento familiar.

A idéia é unir grupos de pelo menos 20 moradores em torno de um trabalho comum, que pode ser confecção de doces, artesanatos, pães ou reciclagem de lixo, por exemplo. Além de oferecer trabalho para os moradores desempregados ou complementar a renda da família, as cooperativas têm vantagens como a proximidade da residência dos interessados e a flexibilidade do horário de trabalho.

A presidente da Associação de Moradores da Pousada da Esperança, Eva Pereira Brandão, que esteve no Congresso, explica que a intenção é conseguir a maior quantidade de moradores possível e unir a iniciativa a outros bairros. "Nós acreditamos no trabalho em grupo", frisa. "No caso de produzirmos doce, poderemos comprar uma grande quantidade de frutas. Assim, o custo sai menor e temos condições de vender mais barato".

Eva acredita que a cooperativa de reciclagem de lixo deve ser o primeiro passo a ser seguido pelas associações por exigir menos estrutura. Ela ressalta, no entanto, que as entidades precisam obter apoio da Prefeitura ou da iniciativa privada para conseguir colocar o projeto em prática. "Para quem não tem dinheiro é difícil iniciar um negócio", argumenta. "Precisamos também de profissionais que se interessem em dar suporte técnico".

Nos quatro dias em que estiveram no Congresso, a presidente da Associação e representantes de outras duas entidade de Bauru (do Núcleo José Regino e Parque Santa Edwirges) trocaram experiências com associações que já desenvolvem o projeto. Mulheres de Peruíbe, por exemplo, no litoral do Estado, trabalham em cooperativas há dois anos.

Além da idéia das cooperativas, outros projetos também foram divulgados e devem integrar pautas de reuniões entre as entidades. "O que deu para perceber é que o pessoal das regiões Norte e Nordeste têm muita garra e muito mais interesse para buscar união", diz Eva. A reunião na qual as novidades serão levadas

às associações ainda não tem data marcada.