Inverno mais rigoroso favorece comércio local
Inverno mais rigoroso favorece comércio local
Texto: Luciano Augusto
Com as previsões meteorológicas apontando para ocorrência de um inverno rigoroso este ano, os consumidores estão se precavendo e indo às compras em busca das roupas próprias da estação. Os lojistas, dizem, sentiram o bom momento e apostam num incremento ainda maior em relação
às vendas de roupas de inverno.
"Realmente o frio começou mais cedo e as vendas estão muito boas", admitiu Orlando Burgo, 67 anos, presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL). Conforme Burgo, em conversa com os comerciantes da área central revelou que alguns deles já estão tendo, até mesmo, que repor seus estoques.
De acordo com o representante dos lojistas, não deve haver falta de mercadorias e o preço irá se manter estabilizado.
"E a mercadoria que sobrou do ano passado, estão vendendo 30% mais barato em relação ao preço do ano passado", complementa.
"Está vendendo o normal, ou seja, só roupas de inverno", afirmou o presidente da Associação dos Lojistas dos Bauru Shopping (ALBS), José Francisco Carrara, 44 anos. Ele aponta que, ainda não se verificou uma procura acima do esperado pelas roupas quentes. "Está vendendo como nos outros anos".
Carrara diz ainda que a indústria de confecção pode passar por dificuldades relacionadas com a falta de matéria-prima,
"porque a indústria têxtil não estava preparada para este inverno". Ele revela ainda que algumas confecções sentiram até mesmo, falta de alguns tipos de tecidos, como o moleton, por exemplo. Com isso, Carrara analisa que alguns lojistas encontraram dificuldade para encontrar certos tipos de roupas, pela falta do tecido.
Mas, de acordo com o presidente da ALBS, essa falta de tecido no mercado não deverá provocar aumento no preço das mercadorias. "O que ocorre é que o preço, hoje, quem dita é consumidor. Se o lojista bobear, fica com o produto (na loja) porque ele não vai comprar de jeito nenhum", sentencia.
No período de maior valorização do dólar, a indústria têxtil, segundo Carrara, praticou aumentos que variaram de 14% a 17%. A partir daí, os preços não mais se alteraram. Por outro lado, os comerciantes mantiveram os preços relativamente iguais aos praticados no ano passado, diminuindo a margem de lucro no comércio para garantir as vendas.