11 de março de 2026
Geral

Duplicação estrada

Redação
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Duplicação da Bauru-Marília só em 2000

Duplicação da Bauru-Marília só em 2000

Mário Covas disse, ontem, em Marília que não há dinheiro este ano para duplicação. Previsão da obra é para final do próximo ano

A decisão sobre a duplicação da rodovia Bauru-Marília vai ficar para o segundo semestre do próximo ano. A afirmação foi feita, ontem, em Marília, pelo governador Mário Covas (PSDB). Em sua primeira visita àquela região depois que foi reeleito, no final do ano passado, Covas inaugurou obras em alguns municípios. A duplicação da rodovia comandante João Ribeiro, num trecho de pouco mais de 100 quilômetros, chegou a estar prevista no cronograma da Secretaria Estadual dos Transportes. O secretário Michael Zeitlin chegou a definir o preço da obra na negociação com as empreiteiras, em cerca de R$ 150 milhões, mas a autorização não veio por falta de verbas.

O governo do Estado antecipou, na época, que apesar da negociação com as empreiteiras, incluindo obras de arte e números de pedágios em todo o trecho, não iria autorizar a duplicação sem que tivesse certeza que a duplicação pudesse ser iniciada, concluída e paga em uma mesma gestão. Ontem, em Marília, Covas disse à imprensa que a obra vai esperar até o segundo semestre do próximo ano. O governador justificou pelas perdas de receitas estaduais com a crise econômica que afeta o País. Ele chegou a anunciar a duplicação de um trecho de seis quilômetros, entre Marília e o distrito de Lácio, "desde que que a empreiteira concorde em receber no ano que vem".

Em Marília, Mário Covas inaugurou a via do Contorno, logo pela manhã. Em seu discurso, voltou a agradecer às pessoas que fizeram orações por sua recuperação. Covas seguiu para Pongaí, onde inaugurou uma estação de tratamento de esgoto, esteve em Lins para o lançamento do Banco do Povo e, depois, seguiu para a região de Araçatuba, cumprindo outras solenidades de inauguração.

No contato com a imprensa, o governador de São Paulo comentou o início de crise gerado entre representantes do Legislativo e do Judiciário, em Brasília. Covas disse que as instituições devem se respeitar "mutuamente". Sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de conceder liminares que impedem a investigação da CPI do Sistema Financeiro sobretudo em contas bancárias. "Fazer uma CPI é um direito do Congresso e julgar a constitucionalidade de uma lei é direito do Supremo Tribunal Federal e ninguém pode reclamar disso", afirmou Covas. Por outro lado, Covas comenta que o Judiciário não tem razões para se sentir ofendido porque o Congresso faz uma CPI, que é uma das prerrogativas do Legislativo. O comentário foi sobre as divergências entre o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL) e o presidente do STF, Carlos Velloso.

Covas também comentou sobre outros temas. Disse que o governo do Estado pretende coibir as rebeliões em São Paulo com a adoção de normas que impeçam a obtenção, pelos detentos, do direito de transferência para outras unidades. Segundo o governador, a maioria dos motins tem como motivo principal o interesse dos presos em serem transferidos. O atendimento da reivindicação, conforme Covas, estimula movimentos semelhantes em outros presídios.