17 de março de 2026
Geral

Apeoesp

Redação
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Eleições da Apeoesp estão marcadas para hoje

Eleições da Apeoesp estão agendadas para hoje

As eleições para formação do Conselho Regional (CR) e para a Diretoria da Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) estão agendadas para hoje. Têm direito a voto mais de 2 mil professores associados da rede estadual de Bauru e região. O último congresso da categoria determinou o número de 113 membros para a diretoria estadual.

As seis chapas, sendo quatro de Bauru, estão divididas em diversas tendências, ligadas a partidos como o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados (PSTU), o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido da Causa Operária (PCO), e à Central Única dos Trabalhadores (CUT), no caso da chapa da situação, a 6.

Em linhas gerais, a Chapa 6, que tem como candidata à presidência a Maria Isabel A. Noronha, a Bebel, pretende continuar o trabalho desenvolvido na primeira gestão, lutando pelo serviço público, pelos direitos dos trabalhadores e dando ênfase especial à Educação, mantendo uma postura de oposição aos governos estadual e federal.

A chapa pretende lutar por um piso salarial de 10 salários mínimos emergenciais para uma jornada de 30 horas/aula, concursos públicos anuais, indenização aos demitidos, atualmente sem direito ao fundo de garantia, férias e 13.º salário, por exemplo, um número máximo de 30 alunos por sala no ensino fundamental e 35 no ensino médio, grade curricular que contemple todas as disciplinas, dentre outras bandeiras.

A Chapa 4 - Oposição Alternativa, tem como um dos principais objetivos descentralizar o poder dentro do sindicato, defendendo o fim do presidencialismo e uma executiva colegiada, sob coordenação dos professores Sílvio de Souza, Edgar Fernandes, Aldo dos Santos e Inês Paz. Segundo Laércio Simões, um dos membros da chapa, a idéia era formar uma única chapa de oposição, o que não foi possível devido a divergências ideológicas, coisa que ele acredita ser prejudicial à categoria porque "acaba pulverizando".

A Chapa 4 tem como proposta fazer oposição aos governos FHC e Covas, ao FMI, à Otan, lutar pela reposição das perdas salariais, fim da superlotação nas salas de aula, autonomia didático-pedagógica e administrativa para as escolas, para citar apenas algumas.

A luta contra a municipalização do ensino, que chegou a 6% no ensino fundamental até agora (embora a Secretaria da Educação idealizasse cerca de 50%) é um dos pontos comuns entre as chapas ouvidas. Segundo seus membros, os municípios pequenos, que dependem basicamente só do repasse do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), não suportariam e teriam de ceder

à iniciativa privada, para citar apenas um dos possíveis prejuízos relacionados pelos entrevistados.