08 de julho de 2026
Geral

Campanha salarial

Redação
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Transportes autoriza RFFSA negociações com ferroviários

Transportes autoriza RFFSA negociações com Ferroviários

Em reunião realizada no Ministério dos Transportes no dia 15 de junho, na Secretaria Executiva, os Sindicatos de Ferroviários foram informados que a pauta de reivindicações da categoria foi submetida a apreciação das áreas econômicas do governo, e o resultado encaminhado

à direção da RFFSA.

Nelson Machado Fagundes da Secretaria Executiva, afirmou que os parâmetros econômicos para discussão das cláusulas econômicas já foram fixados, nada existindo no momento que possa se constituir em empecilhos para o processo de negociação.

O diretor do Sindicato dos Ferroviários de Bauru, Roque Ferreira, um dos coordenadores nacionais da comissão de negociações da categoria ferroviária, esteve presente na audiência e informa que em 21 de junho, estarão discutindo com a direção da RFFSA o calendário de discussão e negociações.

Em Bauru trabalham 20 ferroviários da RFFSA no Escritório Regional, que serão alcançados pelo resultado das negociações, e também sofrerão impacto direto cerca de dez mil aposentados e pensionistas beneficiários da Lei 8.186/91, que estabelece direitos iguais a aposentados e pensionistas com os trabalhadores da ativa.

A RFFSA tem hoje, em todo Brasil, cerca de mil e cem empregados, e fechou o exercício de 198 com um lucro líquido de R$ 167,26 milhões, contra um prejuízo de R$ 340,09 milhões no ano anterior.

O início imediato das negociações

é de extrema importância, pois além de discussão sobre a base de recomposição salarial calculada pelo ICV/Dieese que gira em torno de 3,8%, e a participação nos lucros que corresponde a um percentual médio de 7,8%, também serão estabelecidas as bases para quitação de dois passivos trabalhistas: o primeiro é o pagamento de 14 meses do abono Plansfer, referente aos anos de 92/93 que até agora a empresa vem postergando; segundo, é a quitação de resíduo de reajuste salarial referente aos meses de maio, junho, julho, agosto e setembro de 985, que não foram pagos pela empresa.