Em Confiança
Em Confiança Leonardo de Brito DECISÕES Continua repercutindo a decisão paulista de domingo, que esteve mais para luta livre do que para futebol. Se Edílson errou ou não errou, isso é outra história, porque os corintianos continuam festejando. No Rio, perseguido pela torcida rubro-negra desde o início da competição, Rodrigo fez o gol que deu o título ao Flamengo. Na minha opinião o Vasco tem uma equipe mais forte, mas entrou em campo de "sapato alto". Já o rubro-negro, com alguns novatos e "operários da bola" - estrela mesmo, só Romário - foi mais determinado. Mas não foi só raça, porque também mostrou qualidade e uma melhor organização tática. Por isso, mereceu ser campeão carioca de 99. Quem está feliz da vida é o amigo Djair, gaúcho de Pelotas e gremista até debaixo d'água. O Tricolor foi o último campeão estadual do século, mas o Colorado tem um título a mais, 33, contra 32 do ferrenho rival. O Grêmio mereceu o troféu, porque tem um time mais arrumado do que o Internacional, e fez melhor campanha ao longo de todo o Gauchão-99. Em Minas, a decisão não terá a dupla de sempre, porque o Atlético eliminou o Cruzeiro e fará a final com o América. O Galo quebrou um tabu de quase dois anos sem vencer o arquiinimigo e acabou ficando em primeiro lugar, com vantagem de um ponto no play-off decisivo. O América, a eterna terceira força do futebol mineiro, classificou-se para a final ao empatar com o Vila Nova. O Campeonato Paranaense será decidido entre Coritiba e Paraná Clube, duas das três grandes forças do Estado - a outra é o Atlético, eliminado domingo pelo "Coxa Branca".
BRILHANTE Há um bom tempo não se via no acesso paulista uma campanha tão brilhante como a do América. Domingo passado, o time de São José do Rio Preto comprovou sua eficiência ao atropelar o Botafogo em pleno Estádio Santa Cruz. A equipe dirigida por Cilinho completou 23 jogos invictos na Série A-II, mostrando que tem força, equilíbrio, tranqüilidade e experiência suficientes para retornar ao grupo de elite no ano 2000. A Ponte Preta, outra força da competição, não venceu, mas sua estréia nas semifinais pode ser considerada boa, porque ganhou um ponto fora de casa, diante do Mirassol. No clássico do ABC deu São Caetano, de Luís Carlos Martins, que dobrou o Santo André casa do rival. BOM TAMANHO Na abertura do "rebolo", ou "torneio da morte", como queiram, o Noroeste venceu o Paraguaçuense e o Juventus goleou o Corinthians-PP em Prudente. Amanhã, juventinos e noroestinos - que têm muito mais tradição do que os outros dois integrantes do famigerado quadrangular - se enfrentarão na rua Javari, e um empate ficará de bom tamanho para ambos. Espero que André e Marcel fiquem como opções ofensivas e que o time inicial de Edson Boaro tenha Claudecir, Baiano e Alemão. PROBLEMAS O Paraguaçuense não contratou reforços para o "rebolo" porque não tem dinheiro. Não tem patrocínio na camisa e veio domingo a Bauru sem médico na delegação. Os mesmos problemas do co-irmão Noroeste. MEMÓRIA O Botafogo festeja dez anos da conquista do Campeonato Carioca. No dia 21 de junho de 1989, os alvinegros acabaram com um tabu de 21 anos, na vitória de 1 a 0 sobre o Flamengo, no Maracanã, gol de Maurício. O time botafoguense era esse: Ricardo Cruz; Josimar, Wilson Gottardo, Mauro Galvão e Marquinhos; Carlos Alberto, Luisinho e Vítor; Maurício, Paulinho Criciúma e Mazolinha. Técnico, Valdir Espinosa. O Flamengo decidiu o título com Zé Carlos; Jorginho, Aldair, Zé Carlos II e Leonardo; Aílton, Marquinhos e Zico; Alcindo, Bebeto e Zinho. Técnico, Telê Santana.
BELO PAPEL
A seleção brasileira de basquete masculino desempenhou um belo papel no Sul-Americano da Argentina, ao garantir vagas no Torneio Pré-Olímpico e Jogos Pan-Americanos, além do título continental. E mais: o time comandado por Hélio Rubens bateu a dona da festa, a Argentina, na decisão de domingo. Dois jogadores do Tilibra/Copimax, Michel e o grande reforço Vanderlei, integram a vitoriosa equipe nacional. CONFIANÇA Quem não deixa de ler esta coluna é Antônio Henrique, braço direito de Celso Zinsly, e que vem se revelando como um bom cronista esportivo. No último minuto do jogo de domingo, o amigo de fé Henricão, gritou, da cabine de imprensa: "O gol do Noroeste, vai ser agora". E não deu outra: Garrinchinha bateu o escanteio e Alemão completou.
QUALÉ A FITA? A maior parte dos jogadores do Corinthians condenou a atitude de Edílson, assim como o técnico Oswaldo de Oliveira. Quase toda a grande imprensa também criticou o atacante alvinegro. Será que eu sou o único certo? Posso garantir que não fico em cima do muro e não sou nenhuma Maria vai com as outras, mesmo que o Cartão Verde, Globo, Band e CNN pensem diferente. Não abro mão em dizer o que penso e acho isso personalidade. Garrincha, melhor jogador do mundo de todos os tempos, depois de Pelé, fazia embaixadas, gol de chaleira e dava quatro ou cinco dribles seguidos no seu marcador. Não era por isso que poderia ser considerado um indisciplinado. Edílson fez uma brincadeira, que faz parte do futebol, e virou bandido, enquanto Paulo Nunes, que partiu para a agressão, agora é a vítima ou o mocinho da fita.