13 de março de 2026
Geral

Atendimento hospitalar

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

PS Central pode entrar em colapso

PS Central pode entrar em colapso

A desativação do Hospital Manoel de Abreu, no início do mês, está provocando efeitos preocupantes no Pronto Socorro Central, que presta atendimento primário (de emergência) a pacientes com problemas mais graves de saúde, à espera de internação. O serviço poderá até mesmo entrar em colapso, segundo adverte a diretora do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Marília Simões Garcia.

O volume de pessoas atendidas na unidade já aumentou em mais de 50 por cento, de acordo com os relatórios técnicos. São 21 a 25 pacientes por dia, para um total de 14 leitos. Com isso, as enfermarias ficam constantemente lotadas. A equipe do PS se vê obrigada a atender pessoas nos próprios corredores da unidade, em macas improvisadas. De acordo com a diretora da SMS, esse tipo de atendimento é oferecido a doentes com problemas mais simples e passageiros, que são medicados e liberados.

Aumentou, também, o tempo de espera para a internação dos pacientes em situação mais séria. Com menor oferta de leitos na cidade, o período médio aumentou de um a dois dias para quatro dias ou mais. Só se consegue romper essa rotina nos casos de pacientes graves, que são encaminhados para as UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo) e para os centros cirúrgicos. Os demais casos, geralmente clínicos - como tratamento de pneumonia e de sequelas de derrames - permanecem aguardando. "Às vezes, o paciente melhora e acaba tendo alta antes da própria internação", comenta Marília Garcia.

Ela lembra que mesmo com a promessa de verbas estaduais para a recuperação do hospital, a execução e conclusão das obras ainda deve demorar. Por isso, receia que se a situação se mantiver e as dificuldades vierem a se acentuar, o Pronto Socorro Central poderá caminhar para um colapso, até pelas restrições físicas, de pessoal e de medicamentos que enfrenta. A médica defende a busca urgente de uma forma de evitar "que o pior aconteça".