08 de julho de 2026
Geral

Tratamento de água

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 2 min

ETA precisa de atualização tecnológica

ETA precisa de atualização tecnológica

Texto: Paulo Toledo

A Estação de Tratamento de Água (ETA) necessita de uma atualização tecnológica, já que os processos que usa são muito antigos, fazendo com que a estação esteja operando de uma forma ultrapassada. O engenheiro Murilo Maringoni, 74 anos, membro do conselho do Departamento de Água e Esgoto (DAE), diz que a autarquia pretende fazer a atualização quando forem realizadas as reformas estruturais no prédio, que está seriamente comprometido.

Ontem, o engenheiro civil Luiz di Bernardo, especialista em reformas e construções de Estações de Tratamento de Água (ETAs), da USP de São Carlos, esteve vistoriando a ETA de Bauru, para uma análise. Maringoni destacou que Bernardo é um especialista respeitado em todo o País e que poderá trazer contribuições para a reforma e atualização tecnológica da ETA.

Maringoni afirma que as tecnologias de tratamento de água evoluíram muito, desde quando a ETA de Bauru foi construída, ou seja, além do estado precário em que se encontra o prédio da ETA de Bauru, o sistema de tratamento está ultrapassado. "A tecnologia evoluiu muito. De 30 anos para cá, o que se faz é completamente diferente. Não somente no que se exige de qualificar e identificar as condições da água, mas nos recursos necessários para o tratamento. Antigamente se utilizava sulfato de alumínio e cal e a coisa parava por aí, pois a água se preciptava dentro de uma floculação. Hoje se adotam outros recursos que aceleram o acentamento das impurezas, se analisa a presença de algas, se faz tratamento prévio para evitar a presença dessas algas, entre outras coisas", afirmou, lembrando que, em Bauru, não é feito da forma moderna.

Maringoni diz que a intenção do DAE é fazer uma reforma da ETA que abranja a parte física do prédio e a atualização da tecnologia de tratamento, para melhorar a qualidade do tratamento e aumentar o volume de água disponível.

O membro do conselho diz que há outro problema a ser resolvido, que é o produto resultante do tratamento, ou seja, os lodos após a filtração, que não podem ser lançados "in natura", como ocorre atualmente, no rio Batalha, num local abaixo da captação da ETA. "Esses lodos terão que ser, também tratados, como se vai ter que tratar o esgoto da cidade de Bauru", afirmou.

Maringoni disse que o DAE vai ouvir outros profissionais especializados para optar pelo melhor projeto para reforma e atualização tecnológica da ETA.