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Hora extra I
A Adeciba retornou com sua bateria de fogos sobre os atos da Câmara Municipal. O questionamento da entidade, agora, é sobre as sessões extras realizadas após as sessões normais de segunda-feira. Cálculos apontam que nos últimos cinco anos esse tipo de sessão consumiu R$ 800 mil.
Hora extra II
A Adeciba poderá até ser alvo de ataques de alguns vereadores na sessão de hoje à noite, porém, suas críticas devem ser analisadas pelo prisma construtivo. Afinal, fazer sessões de apenas alguns minutos para aprovar projetos que já foram aprovados instantes antes é algo que requer, pelo menos, uma reflexão.
Lado construtivo
Os vereadores poderão, com toda lógica jurídica do mundo, alegar que fazem estas sessões dentro das regras do regimento interno da casa. Correto. Porém, as coisas mudaram no País e no Mundo e os poderes públicos necessitam, como nunca, se adequar à realidade urgente de um Estado enxuto e eficiente.
Lente bifocal
Um vereador também entendeu desta forma, ontem, mas pediu um aparte para comentar: "Essa nobre missão da Adeciba de fiscalizar os políticos também deveria se voltar para atos do Executivo, sobre os quais a Adeciba raramente ou quase nunca se manifesta". Justo.
Flexibilidade
Até mesmo o consultor jurídico da Câmara, Paulo Lauris, manifestou sua posição flexível no caso das sessões extras, entendendo que o raciocínio da entidade é acatável no sentido de que a não-realização da sessão extra no mesmo dia, além de economizar, poderia dar tempo de reflexão aos parlamentares até a próxima reunião.
Hora de reflexão
Portanto, é uma questão para se discutir, encontrar possíveis formas de se viabilizar e nunca para se rechaçar como se fosse um ataque gratuito e rancoroso ao Legislativo, que tem, inegavelmente, prestado bons serviços à comunidade
- é preciso que se diga. Democracia é debate.
Habeas-corpus
O julgamento do pedido de habeas-corpus, feito pelos advogados do ex-prefeito Izzo Filho pode ser, finalmente, julgado nesta terça-feira pelo Superior Tribunal de Justiça, após uma série de fatos e eventos que levaram a seu adiamento.
Postal no breu
A avenida Nações Unidas, cartão postal da cidade, continua com dezenas de lâmpadas queimadas, à espera de providências do Poder Público. Quando da
última cobrança sobre o assunto, a resposta oficial era de que ninguém queria vender lâmpadas para o município, devido à falta de crédito na praça.
Avenida sem luz
Não é possível que após tantas demonstrações de boa vontade e de interesse da atual administração o problema persista. Ontem à noite, era mais fácil contar o número de lâmpadas que estavam acesas do que o de queimadas. Não fossem os luminosos de empresas, seria uma via na escuridão.
Última sessão
Hoje é a última sessão legislativa do primeiro semestre. Na pauta, nada mais nada menos do que trinta e um processos. Um deles é o que prevê desconto de 50% nas multas para quem tem débito fiscal em atraso com a Prefeitura até dezembro de 98. Outro concede título de Cidadão Bauruense ao delegado Seccional, Luiz Augsto de Oliveira Castro.