08 de julho de 2026
Geral

Atendimento de gestante

Por Rita de C. Cornélio | Ieda Rodrigue
| Tempo de leitura: 2 min

Conselho da Condição Feminina discute atendimento de gestantes no PS

Conselho da Condição Feminina discute atendimento de gestantes no PS

Texto: Rita de Cássia Cornélio/Ieda Rodrigues

O Conselho Municipal da Condição Feminina de Bauru discute, hoje, com o corpo clínico do Pronto-Socorro Municipal uma solução para o problema do atendimento a gestantes. Os médicos ameaçam parar de atender as mulheres em trabalho de parto, na próxima quinta-feira, por falta de estrutura e de especialistas.

A presidente do conselho, Estela Almagro, disse que respeita a posição dos médicos, mas quer uma solução para que as gestantes não fiquem sem atendimento. "Respeitamos a posição deles, mas queremos uma solução", disse.

De acordo com ela, as conselheiras vão discutir com o corpo clínico e posteriormente irão ouvir a secretária da Saúde. "Temos que resolver a questão de imediato. As gestantes não podem esperar pelo atendimento", afirmou Estela.

A presidente pretende resolver a questão o mais rápido possível. "Vamos trilhar pelo caminho normal. Se não houver uma solução, vamos procurar a Justiça através do promotor da Cidadania, Carlos Roberto Simioni. Os direitos das mulheres têm que se garantidos", ressaltou.

O corpo clínico está pressionando para que o pronto-atendimento a gestantes na Maternidade Santa Isabel seja retomado, conforme foi acordado na Conferência Municipal de Saúde, em abril. No entanto, a Secretaria de Saúde ainda não assinou o contrato com a Associação Hospitalar de Bauru (AHB), que mantém a maternidade, por problemas financeiros.

Isso porque a Prefeitura, através da Secretaria de Saúde, terá que repassar uma verba para contratação de médicos e funcionários, e devido a complicações jurídicas. A AHB está aguardando a assinatura de contrato e conseqüente repasse de verba.

O superintendente da AHB, Reinaldo Rocha, afirmou, anteriormente, que a entidade aceita gastar no pronto-atendimento da Maternidade Santa Isabel R$ 15 mil dos R$ 30 mil a que tem direito do Município todo mês. Esse dinheiro, de acordo com Rocha, seria destinado para o pagamento de salários de cinco médicos e funcionários. À Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Saúde, caberia a contratação de nove médicos.