08 de julho de 2026
Geral

Atendimento médico

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Gestantes voltam a ser atendidas na Maternidade

Gestantes volta a ser atendidas na Maternidade

Texto: Ieda Rodrigues

Finalmente, depois de muita discussão, as gestantes de Bauru voltarão a ter um pronto-atendimento adequado. A Secretaria Municipal de Saúde aceitou a proposta da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) e vai assinar o contrato para que as gestantes sejam atendidas na Maternidade Santa Isabel por seis meses.

Após esse período, o atendimento será feito numa unidade que será instalada pelo Município, segundo afirmaram a secretária de Saúde, Eliane Fetter Telles Nunes, a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Maria José Jandreice, e outros conselheiros. Para instalar a unidade, será utilizado o dinheiro do Fundo de Habitação dos Municipiários (FHM), que foi extinto.

As decisões foram tomadas ontem à noite, durante a reunião do Conselho Municipal de Saúde, convocada exatamente para discutir e achar uma solução para o pronto-atendimento a gestantes. O corpo clínico do Pronto-Socorro Municipal ameaçava parar de fazer o pronto-atendimento a gestantes hoje, alegando que o PS não tem condições físicas e humanas para esse tipo de atendimento.

Ontem, o promotor Carlos Roberto Simioni entrou em contato com a Secretaria de Saúde exigindo uma solução para o problema. Anteontem à noite, ele vistoriou o local improvisado onde as gestantes são atendidas no PS e concluiu que as condições são inadequadas, conforme representação feita a ele pelo Conselho Municipal da Condição Feminina.

O pronto-atendimento a gestantes vem sendo improvisado no PS há cerca de três anos, desde que foi a Maternidade Santa Isabel desativou o serviço alegando falta de verba. Por mês, cerca de 150 gestantes são atendidas no PS. Como em alguns casos não há tempo de encaminhar a mulher para a maternidade, são feitos de dois a três partos por mês.

Para retomar o serviço na maternidade, a Secretaria de Saúde vai ampliar a carga horária de nove médicos de seu quadro ou repassar o dinheiro à AHB para que a entidade pague os honorários dos médicos, além de repassar mais R$ 15 mil mensais. Essa proposta havia sido feita na III Conferência Municipal de Saúde, em abril, mas a Secretaria de Saúde não havia assinado o contrato até agora por falta de dinheiro.

Pronto-Atendimento a gestantes

Os membros do Conselho Municipal de Saúde saíram da reunião eufóricos por ter encontrado uma solução para o pronto-atendimento e por tirar como prioridade a instalação do pronto-atendimento a gestantes. Pelos cálculos preliminares, a instalação da unidade, em um imóvel alugado, custaria cerca de R$ 121 mil e a manutenção ficaria na casa dos R$ 50 mil mensais. A previsão é que a unidade entre em funcionamente em janeiro.

Com aproximadamente mais R$ 30 mil, de acordo com os integrantes do Conselho de Saúde, é possível montar um ambulatório a gestantes de alto risco. Para os integrantes do Conselho, a utilização do dinheiro do FHM na instalação do pronto-atendimento deverá ser bem vista pelos munícipes e pelos vereadores porque vai resolver um problema que se arrasta há muito tempo.

A secretária de Saúde ressaltou que 80% do orçamento da pasta são gastos com folha de pagamento e, portanto, não há dinheiro para investimento. Conforme a secretária de Saúde, Eliane Fetter Telles Nunes, e a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Maria José Majô Jandreice ressaltaram, poderão ser conseguidas verbas federais para equipar o ambulatórios. (IR)