08 de julho de 2026
Geral

Recuperação de usuários de drogas

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Entidade atende garotas drogadas

Entidade atende garotas drogadas

As adolescentes drogadas, envolvidas em prostituição ou vulneráveis a esse tipo de comportamento por morarem nas ruas agora têm um local específico onde podem buscar a recuperação. A Associação de Proteção e Educação ao Menor (Aspem) está atuando efetivamente na cidade há cerca de um mês e presta atendimento a quatro menores.

A entidade é a única de Bauru a oferecer recuperação para garotas. O trabalho para instalação começou há 5 meses, mas 30 dias atrás entrou em atividade. A diretora da Aspem, Ronilce Cuelbas, 38 anos, explica que a Associação nasceu de um trabalho que já é desenvolvido com crianças de rua há cerca de dois anos, por ela e outros integrantes, no Parque Santa Edwirges. O projeto realizado no bairro inclui assistência às famílias e atividades com as crianças nos finais de semana.

"Em contato com muita gente, nós verificamos a necessidade de desenvolver um trabalho para as adolescentes que já estão envolvidas com as drogas e na prostituição", explica. Ela diz que a entidade também está aberta para as garotas que estão nas ruas, num trabalho de prevenção.

"Acreditamos que esse trabalho pode evitar que as meninas que estão nas ruas entrem em uma situação pior".

Na Aspem, a recuperação é feita em regime interno e é destinada a adolescente entre 12 e 17 anos de idade. Instalada provisoriamente em uma casa próxima ao Parque Santa Edwirges, a entidade oferece 10 vagas, mas pretende ampliar o atendimento caso consiga colaboração da comunidade. A idéia é sair do local e começar a disponibilizar de 20 a 30 vagas destinadas a garotas de Bauru e região.

Romilde explica que o período médio de recuperação das adolescentes é de 9 a 12 meses, dependendo da situação em que cada uma se encontra. Ela diz que não são utilizados medicamentos para tentar livrar as internas do vício. São utilizados fundamentos religiosos e atividades de recreação, tudo supervisionado por um educador e uma psicóloga.

Para se manter, a Aspem depende de ajuda da comunidade, uma vez que ainda não recebe subvenção municipal devido ao pequeno período em que está em funcionamento. A diretora diz que em breve será iniciada uma campanha para obtenção de sócios que desejem contribuir com colaborações fixas. "Todas as pessoas que contribuirem terão livre acesso as nossas contas e balancetes, podendo acompanhar o emprego das verbas".

Serviço - A Aspem fica na rua Nelson Bonachela Gimenez, 1-171, no Parque Vista Alegre, próximo ao Parque Santa Edwirges. O telefone é 222-3065. (AA)