07 de julho de 2026
Geral

Cesta básica

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 2 min

Cesta básica em Bauru cai 0,75% em junho

Cesta básica em Bauru cai 0,75% em junho

Texto: Luciano Augusto

A cotação de preços de 30 produtos da cesta básica, feita pelo Procon (órgão de defesa do consumidor ligado à Secretária do Bem Estar Social

- Sebes) para o mês de junho dá conta de que houve uma redução de 0,75% entre o preço atual e a última cotação, feita em 28 de maio. O preço médio atual somou R$ 126,44, enquanto que no final de maio este mesmo preço foi de R$ 127,39.

Os preços foram cotados no período de 24 a 26 de junho, nos supermercados Confiança, Sé, Mercosuper, Wal-Mart, Panelão e Barracão. Os trinta produtos cotados correspondem ao consumo mensal de quatro pessoas.

Para o advogado do Procon, Luís Alan Barbosa Moreira, esta queda "é reflexo do retorno à estabilidade econômica, porque, apesar de ter alguns produtos oscilantes, no que diz respeito à cesta básica, (o preço) está voltando à normalidade".

Entretanto, Moreira frisa que alguns itens que compõem o conjunto da cesta básica ainda podem "perder gordura". Isso porque tiveram reajustes bem acima do necessário com a desvalorização do real.

Na época da desvalorização, o preço da batata, por exemplo, entre junho de 97 e fevereiro deste ano, registrou um aumento de 186,6%, passando de R$ 0,45 para R$ 1,29. Mesmo respeitando a sazonalidade do produto, o aumento foi considerado bastante abusivo. Nesta última cotação, o menor preço está em R$ 0,89, praticamente o dobro do preço apurado há dois anos.

Por outro lado, o quilo de um dos símbolos do Plano Real, o frango, que custava em 28 de maio, R$ 1,49 agora está em R$ 1,18. Como frisa o defensor do consumidor, "o que ele ganhou com a desvalorização do Real, já está sendo perdido".

O frango também teve a menor variação percentual de preço (9,32%) na pesquisa feita junto aos supermercados. O menor preço do quilo do frango resfriado ficou em R$ 1,18 e o maior foi de R$ 1,29.

Já o produto com maior variação percentual

(de 143,34%) entre os supermercados foi o tempero pronto. O preço variou de R$ 0,30 para R$ 0,73.

Um outro fator que certamente contribuiu para que fosse registrado este pequeno decréscimo em relação ao custo da cesta básica, foram os aumentos autorizados pelo Governo, principalmente, dos combustíveis. Com os reajustes, o "peso" do combustível nos fretes teve que ser repassado para os produtos. "De certa forma, o vendedor que está aqui na ponta (os supermercadistas), recebe todo o encargo que é repassado para o produto e aí ele repassa para o consumidor", completa o advogado.