Tapa-buracos é mais uma vez paralisada
Tapa-buracos é mais uma vez paralisada
Texto: Adriana Amorim
As operações tapa-buracos estão novamente paralisadas na cidade. Desta vez, os serviços de conserto dos estragos causados na pavimentação asfáltica não estão sendo realizados porque há falta de pó de pedra, um dos materiais utilizados na confecção da massa asfáltica.
O trabalho nas ruas da cidade está parado desde a semana passada e só deve ser normalizado a partir da semana que vem, quando o produto será novamente adquirido. O secretário de Obras, Leandro Dias Joaquim, explicou ontem que o pó de pedra está em falta porque houve uma demanda maior que a prevista. Por isso, os contratos foram insuficientes. "Quando a gente fica um tempo parado, o volume de obras a ser feito é muito grande", argumenta.
Uma parceria foi firmada no mês passado com o Departamento de Água e Esgoto (DAE) para otimizar as operações através de uma espécie de troca de favores. Cada vez que que o DAE fosse tapar os buracos feitos por suas obras, também cuidaria daqueles que seriam de responsabilidade da Secretaria, e vice-versa. Joaquim diz que o projeto já começou a ser colocado em prática, mas desta vez a autarquia também ficou sem todo o material necessário.
"Houve um problema na licitação feita por eles", afirma.
A mesma situação aconteceu no início de maio. A operação tapa-buracos ficou parada por falta de um outro material necessário à confecção da massa de asfalto. Os serviços não foram feitos durante um mês e só no início de junho é que o trabalho voltou ao normal.
Com isso, a operação tapa-buracos está atrasada em cerca de 30 dias. Para colocar tudo em ordem, a Secretaria acredita que serão necessários 60 dias, prazo que não considera possíveis imprevistos. As operações pente fino, que seriam realizadas nos bairros, nem chegaram a ser cumpridas.
Segundo Leandro Joaquim, estão sendo priorizadas as avenidas e vias de grande acesso de veículos. Nos bairros, o serviço só é realizado em casos de emergência.