ExpoJaú 99 espera reunir 150 mil
ExpoJaú 99 espera reunir 150 mil
A novidade este ano é que a feira será realizada em um novo recinto, com 120 mil metros quadrados de área, cerca de 40% maior do que o local utilizado até o ano passado
Jaú -A ExpoJaú 99 acontece entre os dias 06 e 15 de agosto com a expectativa de reunir novamente os melhores criadores das raças que participam de exposições e julgamentos. A novidade este ano é que a ExpoJaú acontece em um novo recinto, com 120 mil m2 de área - cerca de 40% maior do que o local utilizado até o ano passado.
É aguardado um público de 150 mil pessoas nos dez dias de feira.
A Sociedade Agropecuária da Região de Jahu (organizadora do evento) quer repetir o sucesso de 98, quando criadores de equinos Appaloosa voltaram a participar da feira e a raça mangalarga obteve em Jaú a maior pontuação no ranking nacional. Além disso, a ExpoJaú 99 terá novamente leilões de ovinos e a presença de gado Santa Gertrudes. A programação inclui também leilão de mangalargas, rodeio e provas da raça quarto-de-milha.
A área onde vai acontecer a ExpoJaú 99 fica ao lado da estrada vicinal "José Maria Verdini", que liga Jaú ao Distrito de Potunduva. O local foi dividido em quatro setores que vão abrigar as instalações dos animais, as pistas de provas, exposição e julgamento, o setor de lazer e entretenimento (onde será instalado o parque de diversões) e as arenas para shows e rodeios. A praça de alimentação e os estandes comerciais serão instalados ao longo das duas avenidas que, ao se cruzar, fazem a divisão dos setores.
Quase 150 empresas vão participar da ExpoJaú 99, 60% delas no setor de alimentação. A Sociedade Agropecuária da Região de Jahu calcula em quase R$ 2 milhões a movimentação financeira gerada pelo evento, entre os negócios realizados no recinto - venda de produtos, leilões, etc - e os indiretos, como hospedagens em hotéis da cidade, transporte e alimentação.
Planta
A construção do novo recinto foi o fator decisivo para a ExpoJaú ampliar seu espaço no circuito de feiras agropecuárias. Entre outras coisas, o local está recebendo toda a infra-estrutura básica (redes de água, esgoto e energia elétrica, guias e sarjetas e asfalto nas avenidas que dividem a área) e tem um projeto que oferece melhores condições para acomodar os animais e realizar provas, julgamentos e leilões.
As baias, por exemplo, que até o ano passado eram provisórias, ganharam um pavilhão definitivo em alvenaria, assim como a Casa do Criador também será permanente.
Essas medidas fazem parte de um projeto para tornar o recinto da ExpoJaú um ponto de referência para criadores, e devem consumir até o início de agosto cerca de R$ 900 mil.
O objetivo é garantir uma ocupação perene da área. Uma das iniciativas para isso foi montar baias no sistema de parceria com criadores locais e da região. Através de cotas, eles ganharam o direito de utilizar as baias durante o ano todo para manter animais ali, com exceção do período em que acontece a ExpoJaú.
Serão colocados tratadores para os animais, e a Sociedade Agropecuária pretende montar em breve uma escola de equitação no local. "A área vai ter utilização o ano inteiro", explica o presidente da Sociedade, João Pacheco Galvão de França.
Para ele, a repercussão da ExpoJaú pode ser analisada tanto sob o aspecto da presença de criadores como sob o ponto de vista econômico e comercial. Pacheco cita o crescimento da raça mangalarga na feira, que culminou em 98 com a conquista do primeiro lugar no ranking nacional, e a procura de empresas interessadas em participar da ExpoJaú, que acaba tendo toda a sua área de estandes reservada com até quatro meses de antecedência.
"Isso é o resultado de um investimento constante e a prova de que a ExpoJaú conquistou um espaço merecido no circuito de feiras agropecuárias", finalizou.