08 de julho de 2026
Geral

Comentário econômico

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 4 min

Economia&Negócios

Economia&Negócios

Márcia Buzalaf

Software

A Associação Brasileira das Empresas de Software

(Abes) e a Business Software Alliance (BSA) estão realizando uma campanha para a regularização de softwares piratas válida para os meses de julho e agosto. A empresa do Estado de São Paulo que se dispor a legalizar o programa, terá a garantia de não ser processado, por isso, o caráter de "aviso prévio" divulgado nos meios de comunicação.

Pirataria

Depois deste prazo, as fiscalizações nas empresas prometem ser mais rígidas, podendo o responsável pela empresa pegar dois anos de cadeia, além da indenização de até 3 mil vezes o valor de cada cópia. No Brasil, 20 pessoas foram presas em flagrante e 118 ações judiciais foram propostas. Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800-110039 ou www.abes.org.br/tregua.

Vinho tinto

As vinícolas brasileiras não estão vencendo de produzir vinho tinto, atual preferência nacional. Antigamente, 65% dos vinhos produzidos por aqui eram brancos. A Serra Gaúcha detém, atualmente, 90% da produção. Lá, os vinicultores estão tendo inclusive que importar o produto, já que a uva escura demora dois anos para florescer. Muitos atribuem o crescimento de ??% aos benefícios que o vinho tinto faz à saúde. Em 99, está sendo plantado entre 70% a 80% a mais de uvas do que em 98.

Turismo

O Rio de Janeiro pode parecer um dos lugares mais turísticos do mundo, mas não é. No ranking de cidades que mais recebem turistas, está Paris, em primeiro lugar, com a expectativa de receber 60 milhões de turistas no ano 2000, com uma relação de 29 turistas por habitante. Depois vem Nova York, que deve receber 34 milhões de habitantes no próximo ano, seguida por Londres, com 31 milhões de turistas. Na frente da cidade maravilhosa, com previsão de receber 2 milhões de turistas, estão Roma, Miami

(of course), Madri, Barcelona, Atenas, Jerusalém e Tóquio.

Fundão

E foi divulgado que os 100 maiores devedores do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) somam a quantia de mais de R$ 2 bilhões de débito. A lista, divulgada na última quarta-feira, inclui as empresas privadas e estatais. O depósito de 8% do salário de cada funcionários que todas as empresa devem fazer mensalmente, muitas vezes, pode não estar sendo feito. O ideal seria se o funcionário verificasse com a Caixa Econômica Federal como está o saldo da conta do fundo para não levar susto duplo em caso de demissão.

Aplicações

A mudança nas regras das aplicações financeiras, divulgada na semana passada, devem alterar as características dos produtos bancários. Os FIFs passam a poder ter resgate em qualquer momento, sem perda do rendimento. Os bancos também não terão que recolher o compulsório nas aplicações de curto prazo, mas, para períodos menores do que 29 dias, entra em vigor o IOF. Depois disso, não incide mais o imposto.

Recuperação

Dizem que a economia está se recuperando, mas, na verdade, poucos estão sentido os efeitos positivos na política monetária. As pequenas empresas, segundo pesquisa realizada pelo Sebrae-SP, cresceram 4,5% em maio, se comparado com o mês anterior. O setor industrial e de serviços continua em alta: aumento de faturamento de 15,1% e de 6,9%, respectivamente. Quem quiser mais informações sobre a pesquisa, pode entrar no site: www.sebraesp.com.br.

Telefonica

A espanhola Telefônica Internacional e sua sócia Iberdrola compraram 5,9 bilhões de ações de quatro operadoras brasileiras de telefonia celular que estavam no poder de pequenos acionistas, na última terça-feira, na Bolsa de Valores do RJ. O grupo pagou R$ 316 milhões

(US$ 180 milhões). Em junho, o grupo lançou uma oferta pública de compra para adquirir as participações de particulares em suas operadores Telerj Celular, Telest Celular, Telebahía Celular e Telergipe Celular. O grupo investiu no País US$ 6,2 bi e, seu sócio Iberdrola, US$ 2,3 bi, desde 1996.

Rural

Nada menos do que 14,4 milhões de pessoas, 80,8% dos empregos no campo, são concentrados nas pequenas e médias propriedades, justamente aquelas fardadas a morrer nos próximos anos. O resultado é do Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que considerou as propriedades de até 100 hectares. Este tamanho de área abrange 54% da produção de café, 79% de feijão, 75% de banana, 84% de uva para mesa e 67% de tomate.