08 de julho de 2026
Geral

Comentário econômico

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 3 min

Economia & Negócios

Economia & Negócios

Márcia Buzalaf

28 anos

A safra brasileira de soja está amargando o preço mais baixo em 28 anos. O preço da soja passou de R$ 12,00 a R$ 13,00 no ano passado para R$ 6,00 atualmente. Como todos os setores da agricultura, a influência internacional é a causa. Segundo Maurício Lima Verde Guimarães, do Sindicato Rural de Bauru, o problema é a alta produtividade dos Estados Unidos, que aumentou em 3 milhões de hectares a área de soja em 99.

Foco na produtividade

Guimarães diz que, na reunião que teve com os países produtores e consumidores de café em Brasília no início da última semana, soube de um americano que, nos Estados Unidos, os produtores não têm que se preocupar com o preço, mas, sim, com a produtividade. Isso porque, o governo norte-americano garante aproximadamente R$ 10,00 por saca. Quanto mais produzir, melhor, já que o preço

é garantido. No Brasil, com a queda no preço, a perspectiva é que, quem planta soja, deve passar a cultivar milho.

Vaticano

O ministro das finanças do Papa (sim, este cargo existe) divulgou na última quinta-feira, o balanço consolidado da Santa Sé. O ativo de 1998, de US$ 1.516.000,00, é menor do que o de 1997, que foi de 19.092 bilhões de liras

(cerca de US$ 10.653.000,00), o mais alto até agora registrado. A Santa Sé gastou em 1998 o montante de 336.018 bilhões de liras para a gestão da administração, com 2.581 empregados. As receitas chegaram a 338.524 bilhões de liras.

Salvos pelo gongo

As operadoras de telefonia foram as mais beneficiadas pelo final de semana prolongado do feriado constitucionalista. Com o ultimato de normalizar as chamadas feito por FHC, as operadoras vão poder ter uma trégua pelo menos na capital, onde existe o grande fluxo de ligações e de problemas. É esperar para ver. Até a manhã de ontem, 66 mil veículos já tinham descido a serra rumo à Baixada Santista.

Leste europeu

Dez países da Europa Oriental representaram 9,7% do comércio exterior da União Européia em 1997, convertendo-se no segundo sócio comercial da UE. Os Estados Unidos, primeiro sócio comercial da UE, representam 20% dos intercâmbios totais. Dos dez países do leste europeu, três representam dois terços do total, Polônia (29,0%), República Tcheca (20,4%) e Hungria (18.6%).

Mercado publicitário

O mercado da publicidade em todo o mundo deve ter um crescimento superior a 3% até 2001 (3,3% em 2000 e 3,1% em 2001). A previsão é de um estudo da agência britânica Zenithmedia, publicado na última quinta-feira. De acordo com a pesquisa, o crescimento do mercado será superior em 1999 (4,2% e 3,9% sem inflação) ao de 1998 (2,9% sem inflação). A publicidade na Internet não representa mais que 2% dos gastos mundiais, mas se duplicará a cada ano, de hoje a 2001.

EUA + Brasil

Estados Unidos e Brasil fecharam acordo sobre a questão do aço laminado a quente. As exportações brasileiras para o mercado americano passariam a ter uma redução de 28%, segundo divulgou o secretário de comércio norte-americano. Para compensar a redução das exportações, Washington suspenderá a investigação anti-dumping em curso contra o Brasil e deixará de sobretaxar em até 71% a mercadoria brasileira. Desde fevereiro passado, os laminados das empresas brasileiras Cosipa, Usiminas e Companhia Siderúrgica Nacional têm a incidência deste índice para entrar no país.

Cerâmica

A Cecrisa Revestimentos Cerâmicos S.A., com sede em Criciúma

(SC), lidera o mercado nacional de pisos e azulejos em volume de vendas, tendo comercializado 11 milhões 866 mil m2 nos cinco primeiros meses de 1999, com 17,6% de participação no mercado, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimentos (Anfacer).

Faturamento

O faturamento da empresa desses cinco primeiros meses atingiu R$ 102,2 milhões, um aumento de 14,6% em relação aos R$ 89,2 milhões de igual período do ano passado. Já em volume de vendas, a empresa cresceu 1,11%. A Cerisa tem uma participação média de 17,6% no mercado interno: 13,8% em pisos, 25,1% em azulejos e 29,1% em revestimentos para fachadas.