Crianças soltam pipa com cerol
Crianças soltam pipa com cerol
Texto: Ieda Rodrigues
Só ontem, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) recebeu pelo menos quatro denúncias de que crianças estavam soltando pipas com cerol (cortante) em Bauru. Apesar das informações, não houve flagrante de nenhum caso. A polícia alerta do risco dessa prática, que pode provocar mortes.
Em janeiro deste ano, o mototaxista Erinaldo Batista Tavares, 25 anos, morreu ao ser atingido com uma linha com cerol. No começo deste mês, o motociclista Wagner Aparecido Batista, 34 anos, foi ferido no pescoço por uma linha com cerol.
O número de ocorrências de pipa com cerol é maior nesta época do ano, devido às férias escolares e os ventos mais intensos. De acordo com o capitão Benedito Roberto Meira, comandante da 4.ª Cia, é difícil flagrar a criança soltando pipa com cerol. Quando o policial se aproxima, a criança corta a linha e a parte que fica com ela não tem cerol.
Outra fator que também dificulta o flagrante da prática
é que o cerol é fabricado pelas próprias crianças a partir de vidro moído e cola. Portanto, na maioria das vezes, os pais não sabem da brincadeira perigosa dos filhos. De acordo com o capitão, cabe aos pais fiscalizar os filhos e não permitir que eles usem cerol.
Em caso de acidente com cerol, os pais das crianças são responsabilizados. Quando encontra o cerol (usado pelas crianças para cortar outras linhas), o material é apreendido.
Os vizinhos também devem alertar os pais do fato de crianças estarem soltando pipa com cerol. Ontem, o Copom recebeu denúncia de pipa com cerol na Vila Santista, Jardim Marambá, Parque Vista Alegre e Vila Industrial. Além de expor as pessoas ao perigo da linha cortante, o contato dela com os fios de alta tensão pode causar descargas elétricas fatais.