08 de julho de 2026
Geral

Comentário esportivo

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 5 min

Em Confiança

Em Confiança Leonardo de Brito BRASIL X URUGUAI Brasileiros e uruguaios vivem a grande expectativa pela decisão da Copa América, a última do século, em um combate que começou em 1916. O ex-Campeonato Sul-Americano é o mais antigo torneio de seleções nacionais de futebol. A primeira disputa aconteceu em 1916, na Argentina, e foi lá que o Uruguai derrotou o Brasil por 2 a 1. Desde então, as duas Seleções se enfrentaram 24 vezes na Copa América, com nove vitórias para cada lado e seis empates. Mas, os uruguaios conquistaram 14 títulos continentais contra cinco dos brasileiros, atuais campeões. O time Canarinho quer manter no Paraguai o título conquistado na Bolívia em 1997. Ninguém fala de um confronto entre Brasil e Uruguai sem deixar de lembrar um outro de triste recordação para os brasileiros: o chamado "Maracanaço" de 1950, a maior tragédia sofrida no gramado pelo futebol do patropi. Naquele ano, o Brasil sediava a quarta Copa do Mundo - a primeira depois da Segunda Guerra Mundial - e construiu o Maracanã, o maior estádio do mundo, que se transformou em templo do esporte mais popular do planeta. Há exatos 49 anos, em 16 de julho de 1950, Brasil e Uruguai disputavam o título mundial, diante de 200 mil torcedores. A Seleção Brasileira, dirigida pelo técnico Flávio Costa, arrasou a Suécia por 7 a 1 e a Espanha por 6 a 1, no quadrangular final, e só precisava do empate no último jogo da Copa. As faixas de campeão estavam prontas, mas a Celeste Olímpica venceu por 2 a 1, de virada, conquistando seu segundo título mundial. Friaça marcou para o Brasil. Ghiggia e Schiaffino fizeram os gols do Uruguai. A última vez que brasileiros e uruguaios se enfrentaram em uma Copa América foi em 1995, no Estádio Centenário. Após empate de 1 a 1 no tempo normal, os anfitriões levaram a melhor na disputa de pênaltis. Desde o primeiro confronto entre as duas equipes, brasileiros e uruguaios disputaram 64 partidas entre oficiais e amistosas. O Brasil leva a melhor, vencendo 31 partidas, contra 19 do Uruguai e 14 empates. NEGÓCIOS Depois de contratar o atacante Dodô e o goleiro Nei, o Santos pode ter Aílton, meia ofensivo da Portuguesa. Outro negócio que está para ser fechado é a troca do cabeça de área Narciso pelo meia armador Souza, que não vem sendo aproveitado no São Paulo. Não sei porque o Peixe contratou Nei, se tem Zetti, muito mais experiente. Ah, Dodô é jovem e bom de bola, mas sou mais Viola. Aliás, as negociações para a compra do atacante pelo São Paulo só devem ser reiniciadas com a volta do Palmeiras da Itália no dia 17. Viola também está nos planos do Vasco, mas o negócio ainda depende de acordo com a Parmalat, que detém 40% do passe do jogador. NOVO ROCHA Para os jornalistas uruguaios, Rivaldo é o Pedro Rocha do fim do século. Impressionados com o estilo de jogo do meia do Barcelona, eles o consideram com muitas virtudes que fizeram de Pedro Rocha um dos mais completos jogadores do futebol uruguaio em todos os tempos. Dois número 10 talentosos e que atuaram no exterior. Rocha foi ídolo no Sào Paulo. VITÓRIA SUADA Gustavo Kuerten estreou com vitória no confronto Brasil x França, pela Copa Davis. O tenista número um do nosso País e quinto do mundo, precisou de muito esforço para derrotar o valente Sebastien Grosjean, num jogo de cinco sets, que durou quase cinco horas. Na outra partida de ontem, Fernando Meligeni não teve a mesma sorte do compatriota, caindo diante de Cedrid Pioline. Hoje haverá o jogo de duplas, que desempatará a série, e a fadiga muscular poderá atrapalhar o rendimento de Guga. VAI FUNDO, PEDRÃO! Não tenho nenhuma procuração para defender Pedro Macéa, que divide com Caio Coube, a condição dirigente esportivo bauruense de maior visão. Não concordo com críticas feitas ao secretário de Esportes, que vem fazendo bom trabalho. Estou muito à vontade para falar sobre isso, porque não tenho parente atleta, treinador ou diretor de qualquer modalidade esportiva. Em 98, Bauru ficou em quarto lugar nos Jogos Regionais, e este ano ficou em terceiro. Melhorou, portanto. Poderia até ganhar o título na Barra Bonita - ficou 13 pontos atrás da campeã Jaú - se tivesse maior colaboraçào do basquete e se muitos atletas daqui não tivessem disputado os Jogos por outras cidades. O êxodo dos atletas, vale lembrar, aconteceu antes do Pedrão assumir o comando da Semel. Nilson Costa e Pedro Macéa estão bem acordados e fazem o que podem. O esporte é bonito, necessário, mas não pode ser uma prioridade como alimentação, saúde e educação. Até hospital fechou nessa cidade por falta de grana. Criticar é fácil e acho até que tem gente com saudades da administração muicipal passada, que deixou essa cidade numa draga que não tem tamanho. Vai fundo, Pedrão! EM GERAL Os melhores jogadores do vôlei brasileiro vivem um grande dilema: se devem jogar no País ou no exterior. De um lado, a Confederação Brasileira tenta manter seus principais talentos atuando no Brasil, mas de outro, a situação econômica tem desestimulado o empresariado a bancar equipes esportivas. No vôlei feminino, o Uniban foi extinto dois dias após conquistar a Superliga Nacional. A situação está ruça no esporte brasileiro em geral, e não apenas em Bauru, como pensam alguns. MEMÓRIA Em 1976, no Maracanã, pela Taça do Atlântico, aconteceu um dos maiores tumultos entre brasileiros e uruguaios. Ramirez partiu para agredir Rivelino, que assustado, correu para o vestiário. Mas escorregou e caiu feio nos degraus. Alguns colegas vieram em socorro a Riva e agrediram Ramirez. Até mesmo o ex-presidente do Flamengo, Kléber Leite, que na época trabalhava como rádio-repórter, agrediu o zagueiro do Uruguai. Depois ninguém se entendeu mais em campo e os 22 jogadores, juntamente com reservas e os integrantes da comissão técnica, travaram uma batalha campal. O goleiro Jairo, o zagueiro Orlando Lelé e o ponta Flexa, foram os que deram mais porrada nos uruguaios. O Brasil venceu também na bola: 2 a 1, gols de Rivelino e Zico, de pênalti.