Estado atrasa verba para reforma do Manoel de Abreu
Estado atrasa verba para reforma do Manoel de Abreu
Texto: Ieda Rodrigues
Até ontem à tarde, o Governo do Estado ainda não havia repassado a primeira parcela da verba de R$ 420 mil prometida
à Associação Hospitalar de Bauru (AHB) para a reforma do Hospital Manoel de Abreu. O dinheiro deveria ter sido repassado na última quinta-feira, conforme compromisso assumido pelo coordenador de saúde do Interior, Luís Mussolino, no dia 15 de junho, para que o Manoel de Abreu não fosse desativado.
O compromisso foi firmado pelo Estado após mobilização pública de representantes políticos e da área de saúde para a não desativação do hospital. Isso porque parte do prédio, construído em 1951, está sob risco de desabamento. O diretor da AHB, Reinaldo Rocha, disse que está aguardando o repasse da primeira parcela, que ele acredita que seria de R$ 140 mil.
O atraso do repasse da verba, de acordo com Rocha, poderá atrasar o início das obras. O projeto da reforma ficará pronto dentro de dez dias, quando as obras devem começar. O problema do atraso no início da reforma, segundo o diretor da AHB, é o risco da ocorrência de chuvas, que podem inundar o prédio e até causar desabamentos.
A verba prometida pelo Estado é considerada suficiente para reconstruir as áreas afetadas do hospital. O Manoel de Abreu tem 104 leitos desativados. Dos 176 iniciais, apenas 80 estão em atividade.
Iamspe autoriza mais cirurgias
O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) - que atende os servidores estaduais - autorizou a Associação Hospitalar de Bauru (AHB) a realizar uma série de cirurgias e tratamentos que, até então, não pagava aos hospitais da entidade. Estão autorizados os tratamentos de quimioterapia e de radioterapia e cirurgias de câncer e ortopédicas que necessitam de prótese ou de urgência.
Na sexta-feira passada, o diretor da AHB, Reinaldo Rocha, se reuniu com a coordenação do Iamspe, em São Paulo. Rocha explicou que, até então, além de não autorizar uma série de procedimentos, o Iamspe não se responsabiliza pelo transporte do paciente para um hospital próprio do Instituto, em São Paulo. Por isso, a AHB ficava com o problema para resolver, uma vez que o Iamspe não pagava a realização do procedimento e nem o transporte do paciente.
Agora, a única cirurgia não autorizada pelo Iamspe
é a cardíaca. Portanto, pacientes beneficiados pelo Instituto que precisarem dessa cirurgia ainda precisam se deslocar para São Paulo. Rocha, no entanto, disse que com a autorização para tratamento de quimioterapia e radioterapia e cirurgias de câncer e ortopédicas, a situação melhora bastante tanto para o paciente quanto para a AHB.
A AHB, nos seus três hospitais, atende cerca de 400 pacientes do Iamspe no ambulatório e 70 para internação por mês, ou seja, cerca de 5% dos atendimentos da entidade. O paciente do Iamspe tem direito a quarto diferenciado enquanto o hospital, por sua vez, recebe um valor pelo serviço prestado maior que o pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS).