Ladrões roubaram R$ 6,8 mil estudantes que saía do banco
Ladrões roubaram R$ 6,8 mil de estudante que saía do banco
Texto: Ieda Rodrigues
Uma estudante bauruense, que pediu para não ter seu nome divulgado com receio de represália, disse que dois rapazes lhe roubaram R$ 6,8 mil quando saía de um banco na área central da cidade, ontem pela manhã. Ela contou que um dos ladrões encostou uma arma cortante, provavelmente um estilete, na sua barriga, e a obrigou a seguir com eles até próximo o viaduto Afonso Simonetti, quando lhe tomaram dinheiro, que trazia na mão embrulhado num papel, e a carteira.
A vítima contou que tinha passado em vários bancos e seguia para o Banco do Brasil, onde iria depositar o dinheiro. Ela relatou que, quando estava na rua 1.º de Agosto, entre o Banco Real e o Banco do Brasil, foi abordada por um rapaz que encostou uma arma cortante na sua barriga e ordenou que seguisse com ele.
Diante da negativa, o ladrão apertou a arma, causando um corte leve na barriga da estudante. Com receio de morrer, a vítima contou que passou a andar, tendo sempre a arma encostada a sua barriga pelo primeiro rapaz, e um segundo rapaz, logo atrás. A estudante disse que caminhou por várias quadras, até chegar próximo ao viaduto Afonso Simonetti.
Até então, na opinião da vítima, os ladrões não desconfiavam que o embrulho que ela trazia na mão continha dinheiro. Isso porque eles pediram a sua carteira, que tinha cartões de crédito e documento.
"Eles pediam dinheiro, dizendo que hoje (ontem) é
(era) dia 20 e que eu deveria estar com dinheiro", contou.
Só depois de estarem com a carteira é que se interessaram pelo embrulho e, então, um dos rapazes, lhe deu uma "gravata" e tomou os R$ 6,8 mil. Os ladrões ainda lhe teriam dito que continuasse caminhando e saíram correndo. A estudante disse que foi só então que percebeu que sangrava na barriga e pescoço.
Chorando, ela continuou caminhando pela avenida Nuno de Assis, até conseguir ajuda e acionar a Polícia Militar. A vítima foi encaminhada ao Pronto-Socorro Municipal, onde foi medicada e liberada em seguida. Até ontem à tarde, a polícia não tinha pista dos suspeitos, descritos pela vítima como sendo dois rapazes negros, carecas e que usavam roupas largas.
Ontem à tarde, ainda muito nervosa, ela disse que, na rua, ninguém percebeu que ela estava sob ameaça porque, aparentemente, estava tudo normal. A maior parte do dinheiro roubado pertencia a irmã, que está desempregada e usaria a quantia para montar um negócio próprio. O restante pertencia ao pai da vítima, que é aposentado.