05 de março de 2026
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Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Irmãos são acusados de vender abortivo

Irmãos são acusados de vender abortivo

O produto que só pode ser vendido com indicação médica, estaria sendo comercializado ilegalmente por irmão em Jaú

Jaú - A Delegacia de Investigação Sobre Entorpecente e Setor de Investigações Gerais

(Dise-SIG) de Jaú prendeu ontem dois irmãos acusados de vender Citotec, um medicamento tido como abortivo e cuja recomendação para uso é uma função exclusiva de médicos. Os policiais apreenderam ainda 10 comprimidos e lista com dados que levam a polícia a acreditar que a comercialização ilícita de fato existia.

O delegado titular da Dise-SIG, Benedito Antonio Valencise disse que a polícia já havia recebido denúncias de que numa casa localizada na rua João Costa, no bairro da Potunduva, estava ocorrendo a comercilização ilegal do medicamento e, então intensificou as investigações.

Ontem, ao se aproximar da residência, os policiais perceberam uma provável compradora do medicamento no local, mas notando a aproximação da polícia, conseguiu sair do local antes de ser abordada. A moradora da casa, porém, Engrácia Aparecida Domingues Borsoli, 32 anos, e seu irmão Antonio Domingues Sobrinho, 26 anos, permaneceram no local e foram detidos.

Os policiais conseguiram apreender 10 comprimidos que, segundo Valencise estavam no tanque de lavar roupas e, muito provavelmente seriam descartados. O deegado disse ainda que os dois acabaram confessando que vendiam o medicamento que era trazido por Antonio, do Paraguai.

Naquele país, segundo o delegado, o Citotec era adquirido por Antonio ao preço de R$ 1,50 a unidade. Em Jaú cada quatro comprimidos eram vendidos por R$ 120,00.

Vender esse tipo de medicamento nessas condições ilegais, segundo Valencise, é considerado crime hediondo cuja pena em caso de condenação, vaira de dez a 15 anos de prisão, de acordo com a Lei 9677-98.

Outro detalhe anotado pela polícia é que os medicamentos não apresentavam, sequer, bula. Foram apreendidos ainda documentos que comprovam a estada de Antonio no Paraguai. Depois da elaboração do flagrante, os dois acusados foram levados para a cadeia onde aguardam decisão da Justiça.

Mais 15 estabelecimentos são fechados em Jaú

Operações conjuntas entre a Prefeitura de Jaú e a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes

(Dise) já determinou o fechamento de 33 estabelecimentos comeciais da cidade que funcionavam irregularmente.

A primeira operação foi realizada na segunda-feira e abrangeu estabelecimentos situados no Núcleo Padre Augusto Sani. Lá, foram fechados 11 bares. Na terça, ao repetir a fiscalização, desta vez no Jardim Orlando Ometto, a polícia determinou o fechamento de outros oito bares. Anteontem, mais 15 foram fechados, incluindo um açougue e uma padaria.

De acordo com o delegado Benedito Antonio Valencise, além de não dispor de alvarás para funcionar, os bares apresentavam outras características que fundamentaram seu fechamento. Alguns serviam como ponto para o tráfico de drogas, outros não apresentavam condições de higiene adequadas e um deles era ponto para a prostituição. Havia também bares que ofereciam jogos de sinuca abertamente, ao público em geral (embora a lei determine que deva haver uma dependência específica para tanto, além da identificação dos jogadores), e estabelecimentos que atraíam o público ao funcionar como ponto para o jogo do bicho. Valencise considerou, que muitos estabelecimentos, além de não estarem oficializados perante os órgãos competentes, também não se restringiam ao atendimento das finalidades a que se propõe este tipo de estabelecimento.

Seus proprietários devem responder por exercício irregular de profissão ou atividade, infração prevista na Lei de Contravenções Penais. O delegado adianta que as fiscalizações devem ter sequência e os estabelecimentos fechados só poderão ser reabertos após a regularização