Economia & Negócios
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Márcia Buzalaf
França inteligente
A partir do ano 2000, os franceses vão passar a trabalhar menos. A carga horária dos trabalhadores de empresas com mais de 20 funcionários vai passar de 39 para 35 horas semanais, a partir de 1.º de janeiro. Para as empresas com menos trabalhadores, a medida passa a vigorar apenas no início de 2002. Esta foi a saída encontrada pelo governo de Lionel Jospin para o desemprego.
Desemprego em baixa
A perspectiva é que a lei crie 450 mil empregos, já que, para o mesmo trabalho, a empresa precisará de mais funcionários. Na contramão da regra geral, a França vem baixando o nível de desemprego desde que o partido socialista assumiu o poder, em junho de 97. Nesta época, a taxa de pessoas desempregadas era de 12,6% da população ativa, o que resulta em mais de 3 milhões de pessoas sem emprego. Atualmente, com 11,4% de desemprego, o país ainda está entre os que tem maior desemprego na Europa.
Menos um
Depois de nove tentativas, a Microsoft pode perder mais um diretor. O sucessor em potencial do Bill Gates, Paul Maritz, nono a assumir a diretoria da empresa, decidiu abandonar a maior parte de suas responsabilidades como diretor e pode se retirar do grupo da Microsoft no início do ano 2000. A notícia foi dada pelo Wall Street Journal. Em setembro de 98, ele possuía mais de 3,4 milhões de ações Microsoft avaliadas em mais de US$ 300 milhões e tem mais opções de compra sobre muitos outros lotes de ações ordinárias do grupo. Desde o início deste ano, Maritz vendeu cerca de 900.000 destas ações.
Auditores de ISO 9000
Ainda restam duas vagas para o primeiro curso de formação de auditores internos em ISO 9000 fora da capital. O curso está sendo promovido pelo Centro de Excelência Empresarial (CEE) em parceria com a Fundação Vanzolini, ligada a Faculdade da Poli/USP. Com carga de 24 horas divididas em três dias, o curso custa R$ 550,00. Para quem quer a certificação, saiba que os auditores internos preparam a empresa para a auditoria externa e para a aquisição do certificado ISO 9000.
Rússia e FMI
O FMI aprovou ontem o crédito total de US$ 4,5 bilhões para a Rússia, sendo que US$ 640 milhões de dólares já estão disponíveis. Em uma reunião de mais de seis horas, o Conselho de Administração do FMI
estudo o planejamento econômico apresentado pela ex-república soviétiva em julho. Desde agosto de 98, as relações entre o fundo e o país estavam instáveis. No documento, a Rússia afirma que vai aumentar impostos, reduzir gastos públicos e empreender reformas estruturais e outros esforços antes de voltar a negociar a dívida. A mesma cartilha rezada pelo Brasil.
Crítica ao protecionismo
Greenspan, presidente do Fed, criticou as atitudes protecionistas recentes tomadas pelos Estados Unidos com relação
às importações de produtos siderúrgicos e agrícolas, os dois produtos mais problemáticos na relação comercial entre os EUA e o Brasil. Para ele, restrições comerciais não devem ser usadas como meio de resolver problemas. A declaração serve para a Argentina, parceira que quer virar inimiga sobretaxando produtos. A medida é protecionista e tem origem na desvalorização do real, que prejudicou a importação da Argentina.
EUA protege
Greenspan afirmou ainda que, apesar de as indústrias desse setor estarem sendo prejudicadas pela entrada de aço estrangeiro, fechar as portas não seria a atitude mais adequada. Sutilmente, ele insinuou que um dos problemas da indústria siderúrgica dos EUA pode ser a ineficiência de seu método de produção e não métodos anticompetitivos dos exportadores estrangeiros.