08 de julho de 2026
Geral

Greve de caminhoneiros

Marcos Zibordi
| Tempo de leitura: 2 min

Região está fechada por caminhões

Região está fechada por caminhões

Texto: Marcos Zibordi

Movimento engrossa e região tem novos pontos de parada em Jaú e Marília

O movimento dos caminhoneiros engrossa na região com os bloqueios cada vez maiores e com novos pontos surgindo em toda região. Com mais um dia de protesto, aumenta também a possibilidade de começarem a faltar gêneros como gás de cozinha e combustíveis e hortifrutigranjeiros nos atacadistas e, conseqüentemente, nos supermercados.

Em São Manuel, onde o movimento começou há dois dias, as estradas estão cada vez mais cheias de caminhões nos bloqueios de Aparecida e no trevo de acesso a São Manuel. Em Botucatu o movimento de anteontem continua mantido e o bloqueio também aumentou nesses dois dias.

Em Jaú, o movimento começou ontem por volta de meio-dia e, no final da tarde, cerca de 50 caminhões já estavam parados no trevo que dá acesso a Bariri, Araraquara, Dois Córregos, Brotas e Barra Bonita, na rodovia Bauru-Araraquara. Caminhões de cana e de outros estados engrossavam a fila.

Na região de Marília registrou-se o maior surgimento de novos locais bloqueados.

Na SP 333, que liga Marília a Ribeirão Preto, encontra-se a maior concentração, com cerca de 300 caminhões no Posto Gigantão, desde anteontem.

Ontem, surgiram três novos pontos de parada na SP 294. Os quilômetros 510 (Herculândia), 523 (Tupã) e 544 (Iacri) foram bloqueados, mas a Polícia Militar Rodoviária não soube informar a quantidade de caminhões parados.

Ainda na região de Marília, a SP 394, que liga Garça a Álvaro de Carvalho, também está bloqueada desde ontem.

A SP 284, que faz a ligação de Marília à Quatá, começou ontem seu bloqueio.

Em Pirajuí e Lins o protesto não ocorria até ontem, provavelmente porque os caminhões vindos da Rondon e que passariam pelo local, foram bloqueados em outras cidades.

Com as novas adesões de ontem, praticamente toda o círculo rodoviário em torno de Bauru e região está fechado pelo protesto. Até agora não existem números oficiais sobre falta de produtos, mas o grande número de caminhões com gás, combustível e produtos alimentícios nas estradas já preocupa o abastecimento.