17 de março de 2026
Geral

Núcleo habitacional

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

Mais de 500 trabalhadores vão receber casas no núcleo Bauru I

Mais de 500 trabalhadores vão receber casas no núcleo Bauru I

Exatamente 506 trabalhadores de Bauru vão receber as chaves de suas casas, adquiridas através do Procred da Caixa Econômica Federal (CEF), no próximo dia 1. Trata-se do Bauru I, o segundo conjunto habitacional construído através de uma parceria entre sindicatos e a construtora Santos Carmaganani

- o primeiro conjunto foi o Bosque da Saúde e o resultado foi tão positivo que os sindicatos resolveram repetir a parceria.

Desta vez, os sindicatos envolvidos são os seguintes: Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde, dos Gráficos, dos Motoristas, da Alimentação, dos Vigilantes e dos Funcionários da USP. Alguns destes sindicatos participam da primeira construção e, desta forma, dão continuidade ao trabalho social que vem sendo desenvolvido pelo setor sindical.

O Bauru I, localizado no prolongamento da rua Alberto Paulovik, próximo ao Núcleo Mary Dota, será entregue com toda a infra-estrutura, incluindo rede de água e esgoto, energia elétrica e asfalto. As casas, construídas em alvenaria, são de dois e três dormitórios, variando de 36 a 54 metros quadrados de área construída, com laje, pintura em látex e piso pronto para receber acabamento conforme a escolha do morador.

O valor do financiamento varia de R$ 16 a R$ 23 mil, com prazo de pagamento de 20 anos. Os valores das prestações variam entre R$ 70,00 e R$ 200,00. A construtora Santos Carmaganani deve entregar toda a obra dentro de um ano, considerando que o custo do asfalto já está embutido no valor das prestações.

As informações dos sócios da empresa dão conta de que a Telefonica está elaborando o projeto para cabeamento de linhas telefônicas no conjunto. A ligação de energia elétrica também já está sendo providenciada pela CPFL. Os futuros moradores estão sendo convocados pela empresa, para que façam a vistoria nas casas.

Para a entrega das chaves será realizada uma solenidade no dia 1 de agosto, às 8h30, com a entrega de uma chave simbólica para um trabalhador de cada sindicato envolvido no projeto. Na opinião dos sindicalistas que participam da parceria, o caminho é realmente o da união entre agente financeiro, construtora e sindicatos, para minimizar os problema de moradia enfrentado pelos trabalhadores.

Infra-estrutura

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação, Antônio Carlos de Oliveira Matheus, ressaltou que o Bauru I será entregue com toda infra-estrutura necessária para o conjunto e para moradores da região. Um exemplo

é o poço profundo, com vazão de 300 mil litros/hora, que produzirá água suficiente para atender 24 mil pessoas.

Além de abastecer o próprio Bauru I, a água do poço profundo irá reforçar o abastecimento da região do Mary Dota. O poço foi perfurado numa parceria entre o Departamento de Água e Esgoto (DAE), e a constutora Santos Carmagnani. O conjunto também tem um reservatório com capacidade para dois milhões de litros de água. O poço e o reservatório custaram R$ 1,1 milhão.

Conforme Matheus, o esgoto não será lançado a céu aberto no Córrego Água do Barreirinho. Os detritos serão despejados nos interceptores do Mary Dota, para facilitar um futuro tratamento de esgoto. A rede de coleta de esgoto domiciliar implantada no núcleo é de cinco quilômetros e custou R$ 208 mil.

A construtora do núcleo também fez um aterro sobre o Córrego Água do Barreirinho, que dará passagem aos moradores do conjunto e viabiliza a segunda fase dos lotes urbanizados. Entre ruas pavimentadas, guias e sarjetas, iluminação e galerias, os construtores do núcleo gastaram quase R$ 1 milhão. Toda essa infra-estutura foi doada à Prefeitura.