08 de julho de 2026
Geral

Greve de caminhoneiros

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Polícia intervém e cargas prosseguem

Polícia intervém e cargas prosseguem

O protesto dos caminhoneiros que teve início na segunda-feira começou a perder forças na manhã de ontem após a intervenção da Polícia Militar Rodoviária. No final da tarde, mesmo sem acompanhar o processo de negociação entre governo e representantes da categoria, os caminhoneiros já haviam desobstruído o tráfego na rodovia Marechal Rondon e nas demais estradas da região. Alguns ainda tentavam resistir e até o final da tarde permaneciam estacionados.

No final da manhã eles começaram a deixar o bloqueio montado em Agudos e, no início da tarde, a chegada da tropa de choque da Polícia Militar foi o argumento definitivo para que a maioria seguisse viagem. Na seqüência os policiais foram para o km 274 da Marechal Rondon, em São Manuel, e para a SP-209, a Castelinho em Botucatu.

Assim que a tropa chegou, os motoristas começaram a deixar as concentrações evitando o confronto. Os primeiros motoristas a deixar os pontos de concentração foram vaiados por aqueles que defendiam resistência até o fim. Mas nenhum incidente chegou a ser registrado.

O fim do protesto não significou, porém, que todos os caminhoneiros seguissem viagem. Muitos retornaram ao ponto de origem. Houve casos de cargas deterioradas, como por exemplo um carregamento de tomates que estava estacionado em Agudos já apresentando um forte odor.

A informação do 2º Batalhão de Policiamento Rodoviário, na tarde de ontem era de que o tráfego era normal em todas as rodovias da região.

Pedágio

Quando os caminhoneiros começam deixar o ponto de concentração em São Manuel, uma das preocupações da Polícia Rodoviária foi quanto à formação de filas na praça de pedágio de Areiópolis. Para evitar tumultos, os caminhoneiros foram autorizados pela polícia a, temporariamente, não passar pelos guichês de cobrança e sim pela pista livre, atrás das cabines. Essa providência evitou transtornos uma vez que muitos caminhoneiros, além do cansaço, reclamavam também que já estavam sem dinheiro para os pedágios, já que tiveram gastos extras com a alimentação durante os três dias de protestos.