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Amadurecimento
A edição-debate encartada no JC de hoje se propõe ser uma contribuição à discussão sobre os rumos que Bauru busca definir para encarar os desafios dos próximos anos. Dentre as muitas horas de trabalho para fechar esta edição-documento, uma feliz constatação: o amadurecimento da população.
Estima e crítica
Pesquisa feita pela Projeto Cidade revela que, apesar das agruras dos últimos anos no terreno político e econômico, os bauruenses mantém sua auto-estima sem deixar de lado o senso crítico com sua cidade. A nota média de 6,7 dada pela população é a perfeita tradução do bom-senso na análise de seu próprio meio.
Planejamento
Já entre as lideranças ouvidas pelo JC, a nota média foi de 7,9, puxada para cima pelas notas 10 da maioria dos políticos, entre outros. A palavra que mais se pronunciou durante as entrevistas foi planejamento. Sem essa providência, dificilmente Bauru crescerá de forma equilibrada.
Vocações
Outra tendência nas opiniões, com destaque para a Fundação Seade, órgão estadual de planejamento: Não é saudável uma fixação exagerada na industrialização como sinônimo de desenvolvimento. As vocações da cidade devem ter prioridade na hora de projetar o futuro.
Espírito público
Uma qualidade que anda faltando a grande parte de nossos políticos foi bem lembrado pelo ex-prefeito e ex-deputado, Alcides Franciscato: o espírito público, sem o qual nenhum governante consegue se dar bem e levar a cidade, o Estado ou mesmo um País a um porto seguro.
Renda per capita
Salta aos olhos, também, um dado revelado pela Seade: a renda per capita do bauruense, que é de R$ 4.500,00 (ao ano), uma média de pouco mais de R$ 400 por mês por habitante economicamente ativo. À primeira vista, não parece ser um número do qual a cidade poderia se orgulhar.
Conchavos no ninho
No mundo da política partidária, o tucano Natan Chaves revelou ontem que seu grupo vai apoiar a chapa "Novo PSDB" para a eleição do diretório do partido em Bauru, no mês de outubro. Esta chapa tem à frente a bancada de vereadores do PSDB - Toninho Garmes, Rubens Spíndola e Edmundo Albuquerque.
"Cavalo-de-tróia"
Natan disse que seu posicionamento não tem nada a ver com a eleição do ano que vem, mas ocorre devido à forma como o grupo que apóia o ex-deputado Tuga encaminhou o debate sucessório interno. Antecipando-se, um integrante desse grupo já havia comentado, na última sexta-feira:
"Arrumamos um cavalo-de-tróia..."
Ladeira convocado
Já um tucano "independente", de estilo conciliador, arriscou: "Já está cheirando negociação, para que o final não seja traumático, apesar dos desgastes que teremos. É hora do Carlos Ladeira entrar em cena, para justificar seu pepel de mediador das diferenças internas".