07 de julho de 2026
Geral

Educação

Adriana Amorim
| Tempo de leitura: 2 min

PM leva alfabetização para a Ferradura

PM leva alfabetização para a Ferradura

Texto: Adriana Amorim

A escrita e a leitura agora estão mais perto dos moradores da favela Ferradura Mirim, que há quase 20 dias iniciaram o contato com a alfabetização no próprio bairro. A iniciativa é da Polícia Militar, através do pelotão sudeste, responsável pelo patrulhamento daquela região, que buscou parcerias para substituir o assistencialismo pelo trabalho de educação da população.

A intenção é usar o serviço de formação e orientação para tentar amenizar as necessidades dos moradores do bairro e ao mesmo tempo combater as causas da criminalidade, muitas vezes relacionadas aos problemas sociais.

"Queremos, além de oferecer o policiamento ostensivo, ajudar as pessoas a enxergar a origem dos problemas e fazer com que elas mesmas possam tentar uma solução", argumentou o tenente Flávio Kitazume, comandante do Pelotão.

O policial explica que a idéia é não atuar apenas de forma paliativa através do assintencialismo (entrega de cestas básicas, roupas e alimentos), mas tentar melhorar a qualidade de vida dos moradores. O primeiro passo foi a instalação de um curso de alfabetização de adultos. A iniciativa foi bem aceita pela população. Cerca de 140 pessoas se interessaram por uma das 40 vagas oferecidas, mas não nem todos puderam fazer a matrícula.

Os adultos que conseguiram vaga começaram as aulas no dia 17 do mês passado. As salas ficam em um imóvel cedido por um empresário, nas proximidades do bairro. Com a ajuda da iniciativa privada, o local foi reformado e adquirido o material didático utilizado pelos estudantes. Voluntários cuidam dos filhos dos alunos durante o período da aula, ministrada por professores emprestados pela Secretaria Municipal de Educação.

A polícia sabe que os resultados não serão imediatos. O tenente Kitazume diz que a melhoria só deve ser percebida a médio ou longo prazo. Mesmo assim, não desanima. "Alguém tem que tomar uma iniciativa, senão as coisas não mudam". Ele confessa que essa não

é uma tarefa que caiba à polícia, mas acredita que é dever de toda a comunidade lutar por melhores condições de vida.

Além da alfabetização, o Pelotão pretende oferecer cursos profissionalizantes, como de pedreiro, marceneiro, eletricista e até mecânico de autos. Para que isso seja possível, a polícia está buscando ajuda de empresários e da comunidade em geral. Uma das maiores dificuldades é conseguir instalações adequadas para que as aulas sejam ministradas. Também estão nos planos da polícia a entrega de uma creche no bairro, projeto que depende do êxito dos dois primeiros programas.

Serviço - Interessados em ajudar na manutenção dos projetos e viabilização de outros programas podem entrar em contato na 1ª Cia da PM, pelo telefone 234-0210, ou na base do Pelotão Sudeste, pelo telefone 234-0210.