Presos quatro suspeitos de furtar 46 bois
Presos 4 suspeitos de furtar 46 bois
Texto: Adriana Rota
A Polícia Rodoviária de Bauru prendeu, na noite da última terça-feira, quatro pessoas envolvidas no furto de 46 cabeças de gado do sítio Boa Sorte, em Avaí, de propriedade de Edson J. B. Gomes, 50 anos. Os acusados ocupavam dois caminhões e um carro e um deles dispunha de um revólver. Um dos envolvidos, que seria o quinto, conseguiu fugir. Sete bois morreram, sufocados diante da falta de espaço no veículo.
A polícia chegou aos acusados após uma denúncia anônima que expôs o plano, por volta das 21 horas de terça-feira. Três equipes de busca foram formadas, tendo à frente os tenentes Antônio D. Pereira e Mário D. dos Santos e o cabo Amauri Manduca. O veículos foram interceptados quando, trafegando no sentido Pederneiras-Bauru, eles adentravam um posto de gasolina situado no km 225 da rodovia João Ribeiro de Barros.
Foram apreendidos um caminhão Mercedes-Benz de cor branca e placas CKA-1775, de Botucatu, carregado com 24 bois e conduzido por Ari L. M. Castanheira, 28 anos; um caminhão Volkswagen de cor branca e placas BUC-2195, de Pardinho, com 22 animais, conduzido por Éder A. Padovan, 30 anos, e o Fiat Uno vermelho de placas BUR-3170, de Bauru, dirigido por Antônio L. de Sousa, 35 anos.
Uma arma de calibre 38, municiada com seis cartuchos, estava em posse de Antônio M. dos Santos, 25 anos, acompanhante de Padovan no caminhão Volks. Ele teria alegado à polícia que receberia R$ 500 para embarcar o gado e levar o revólver para uma pessoa que não conhece. O condutor do Uno também receberia esse valor se levasse de Pirajuí a Botucatu uma pessoa, desconhecida, que desceria de uma picape S-10 num ponto combinado da primeira cidade.
Os condutores dos caminhões alegaram que realizam fretes e teriam sido contratados para tal. Quanto ao destino exato da carga viva, disseram que desconheciam e que a única pessoa ciente dele era aquela que fugiu. Mas chegaram a entrar em contradição, pois dois deles afirmaram que seguiriam até Bariri, enquanto os demais indicaram Pardinho como o destino.
Os veículos foram encaminhados ao pátio da delegacia de Pederneiras, os acusados, ouvidos e conduzidos à Cadeia Pública da cidade, o gado vivo foi transportado de volta ao sítio e os demais, doados para instituições de caridade da cidade.
Conforme a Polícia Civil, o inquérito deve transcorrer em Avaí, para cuja Cadeia Pública também devem ser transferidos os detidos, caso não paguem a fiança necessária para sua libertação imediata.
De acordo com a polícia, essa é a primeira vez que o proprietário do sítio Boa Esperança teve animais de engorda furtados.