07 de julho de 2026
Geral

Consumo

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 2 min

Procon prega cesta básica mais barata

Procon prega cesta básica mais barata

Texto: Luciano Augusto

O Procon, órgão de defesa do consumidor ligado à Secretaria do Bem Estar Social (Sebes), afirmou, ontem, que a cesta básica em Bauru deveria ser subsidiada de alguma forma pelos supermercados, para que pudesse ser mais acessível

às famílias mais carentes, que ainda não têm acesso à cesta básica pesquisada pelo

órgão.

Aproveitando a divulgação da cotação de preços da cesta básica de julho, o Procon lançou a idéia para ser discutida entre os supermercadistas. Segundo Luis Alan Barbosa Moreira, advogado do Procon, "ainda tem gente em Bauru que vive no Nordeste" e não tem acesso aos 30 itens que compõem a cesta básica para quatro pessoas.

Para ele, a cesta pesquisada pelo Procon reflete o trabalhador que ganha, pelo menos, três salários mínimos, ou seja, R$ 408,00. Quem tem uma renda mínima inferior a isso, encontra dificuldades para adquirir todos os produtos da cesta e ainda conseguir cobrir os demais gastos, com vestuário, lazer, saúde, educação, entre outros.

Por isso, a solução para essa legião de renegados, seria os supermercados acirrarem a concorrência e oferecem preços mais competitivos na cesta básica, facilitando o acesso dos mais carentes. "Os preços nos diversos supermercados da cidade, hoje, são equivalentes", afirma Moreira.

Comparando o levantamento deste mês com o do mês de junho, o preço da cesta básica em Bauru caiu 5,33%. Em junho, o preço total médio ficou em R$ 126,44. Em julho, a mesma cotação ficou em R$ 119,70.

A queda, segundo o Procon, foi influenciada por alguns produtos agrícolas, como o feijão, batata e ovos. Estes produtos estão em plena safra e como o inverno, este ano, não teve a intensidade que se esperava, os preços dos produtos se mantiveram equilibrados. O produto que registrou o maior aumento foi o tempero pronto (cujo preço médio subiu de R$ 0,59 para R$ 0,64).

Além disso, frisa o advogado do Procon, existe a "gordura" acumulada com a desvalorização do real e a alta do dólar, no primeiro semestre, que ainda está sendo queimada.

Por outro lado, os aumentos das tarifas de água, energia elétrica, telefone, combustíveis, impediu uma queda maior.

Os preços foram colhidos entre os dias 27 de junho e 30 de junho, nos seis maiores supermercados da cidade. O Procon não considerou os preços promocionais.