11 de março de 2026
Geral

Alteração no CNT

Erika de Lima
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Sindicatos de caminhoneiros aguardas as alterações no trânsito

Sindicatos de caminhoneiros aguardam as alterações no trânsito

Texto: Erika de Lima

Motoristas autônomos e seus representantes ficaram satisfeitos com a matéria publicada ontem, no JC referente as possíveis alterações no Código Nacional de Trânsito. Para a categoria, a nova lei está cooperando para agravar ainda mais o desemprego.

Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas, Caminhoneiros e Transportes Autônomos de Bauru e Região, Waldir Farias Freitas, 52 anos, o código está levando muitos motoristas autônomos ao desemprego, principalmente por ser uma profissão que exige estar na estrada por muitas horas ou dias. E completa: "os motoristas acabam correndo mais riscos de receber multas do que outros motoristas".

Freitas acrescenta, que é muito mais fácil receber multas na estrada, do que dentro da cidade. E reclama: "qualquer ultrapassagem na estrada pode acarretar em uma multa e o motorista pode perder sua carteira de habilitação".

Mas nem todos têm a mesma opinião sobre a nova lei de trânsito. O capitão Reginaldo de Souza Braga, 37 anos, ressalta que o código de trânsito colaborou para a redução do número de acidentes na cidade e no País.

Em julho do ano passado foram registrados 580 acidentes de trânsito, já neste ano, o número foi reduzido para 548. Braga complementta: "o número de acidentes do ano passado ainda era grande porque as pessoas não estavam se adaptando ao novo código, hoje, esse número está menor".

Entretanto, a reivindicação dos caminhoneiros continua a mesma em relação ao novo código de trânsito. Eles criticam os poucos pontos que o motorista não pode receber em sua carta de habilitação, principalmente, por estar na estrada por longos períodos e sujeitos às multas com maior freqüência do que os demais profissionais.

O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Bauru (SindBru), Aparecido Fraile, 49 anos, afirma que a categoria aguarda a aceitação da proposta dos 30 pontos na carteira de habilitação, enviada ao governo. Para que assim, melhore a situação dos caminhoneiros.

"A proposta dos 30 pontos está sendo muito válida, esperamos que o governo aceite", avalia.

Os representantes comentam que, o caminhoneiro perdendo sua carta de habilitação acabará colocando seu auxiliar para dirigir e, assim há muitos que não têm tanta experiência para dirigir em estradas. O que poderá resultar em mais acidentes no trânsito.

Estando na incerteza, a categoria ainda aguarda pela decisão final do governo e ameaçam com mais uma greve. "Se não formos ouvidos haverá greve novamente e a partir de segunda-feira", confirma Freitas.