11 de março de 2026
Geral

Comentário econômico

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 4 min

Economia&Negócios

Economia&Negócios

Paulo Toledo

Interbrand

A Interbrand, consultoria inglesa, divulga todo ano a lista das marcas mais valiosas do mundo todo. Este ano, o ranking estabelece o preço de cada marca. Em primeiro lugar, a Coca-cola, que vale US$ 83,8 bilhões; seguida pela Microsoft, US$ 56,6 bi; IBM, US$ 43,7 bi; GE, US$ 33,5 bi; Ford, com US$ 33,1 bi; Disney, com o valor estimado em US$ 32,2 bi; seguida pelo Intel, US$ 30 bi; McDonalds, US$ 26,2; AT&T, no valor de US$ 24,1 bi; Marlboro, no valor de US$ 21 bi; Nokia, US$ 20,6 bi; Mercedes, que vale US$ 17,7 bi; e Nescafé, com o valor estimado em US$ 17,5 bi.

Álcool

O litro do álcool deve ficar pelo menos metade do preço do litro da gasolina, já que o álcool não deve ficar mais caro do que R$ 0,50 e, a gasolina, entre R$ 1,20 e R$ 1,24. Alguns proprietários de postos afirmam que nunca se teve uma diferença de preço entre os dois combustíveis tão grande e que o governo deve fazer alguma coisa para minimizar a diferença. Para abastecer com R$ 30,00, o dono do carro a gasolina consegue pouco mais de 24 litros, enquanto que o a álcool, ganha com cerca de 60 litros no tanque. Bela diferença!

Leilão

Mesmo com o governo subsidiando a compra de álcool, os usineiros continuam afirmando que o preço pago ainda está muito baixo. A Petrobras comprou, na última quinta-feira, 87,75 milhões de litros de álcool e pagou R$ 20,49 milhões pelo produto, vindo de São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. Esta quantia é equivalente a 87,55% do total coloca à venda. O preço pagou por litro do combustível de São Paulo foi de R$ 0,229, contra R$ 0,228 no último leilão. Para o produto do Mato Grosso, o preço médio foi de R$ 0,275. Apesar de reclamarem dos preços, o setor elogia o governo por comprar e, assim, manter, um estoque regulador.

Internet na faixa

Pânico geral nos provedores da Internet. A Microsoft, que

é a número um em softwares, afirmou que está desenvolvendo um projeto para a implantação de um serviço gratuito ou muito barato para o acesso à Internet. O notícia já derrubou o preço das ações da AOL, maior provedor do mundo, em 13% durante a semana passada. Dois terços da receita da American On Line vêm das mensalidades dos assinantes, por isso o temor.

Crédito Rural

O Governo Federal está em atraso no acerto de contas com os produtores rurais. O Estado é responsável por equiparar a diferença entre os juros de mercado e os praticados pelo o crédito rural, de 8,75%. O problema parece que reside no FAT. O valor total é de R$ 750 milhões, que visa financiar o custeio da safra 1999/2000. Todos temem o atraso neste momento, já que voltou-se a colocar a agricultura como a salvadora da lavoura, literalmente. Pratini Moraes, o novo titular do Ministério da Agricultura, já assumiu repetidas vezes a predileção por desenvolver a exportação de produtos agrícolas no País. Nisso, ele parece ter razão, porque a agricultura emprega uma mão-de-obra que o governo mesmo não toma conta.

Inflação, sim

Muito bom a matéria publicada pelo jornalista André Lahóz na Exame desta semana. Ele analisa a comparação da inflação "reprimida" com a oficial. A primeira, se calculada com apenas a metade do aumento de custo causado pela desvalorização do Real, ficaria em 22,1%, enquanto que a inflação prevista é de 6,9% no acumulado do ano. A análise feita na matéria explica que o índice real só teria espaço se o Brasil tivesse em crescimento, mas, como não está, a recessão ajuda a controlar a inflação. Que ruim para um País ter que usar do desemprego e da recessão para controla o índice inflacionário. Poderia ser diferente.

Exportação

Na mesma edição, um artigo que também vale a pena comentar, do César Souza, vice-presidente da Odebrecht of America. Nele, o também professor fala sobre a falta de "esquema" e atitude do Brasil para colocar, de verdade, seus produtos fora do País. Ele afirma que o Brasil exporta 7% do seu PIB enquanto que o México, que tem uma economia do tamanho da metade do Brasil, exporta 14% e a média da América Latina permanece em 16% do PIB. Espaço não falta: entre 85 e 97, as exportações do mundo todo cresceram 300%, enquanto que a do Brasil aumentou em 120%. Esperamos que, em Bauru, a Eadi-Cipagem consiga desenvolver mais a exportação, e assim a produção e emprego.

Serviços

O setor de serviços parece que tem sido o mais ativo ultimamente. Esta foi a conclusão do levantamento do primeiro semestre do Proex, que também acusa os serviços como sendo os responsáveis por 63% do total liberado, que foi de US 343,47 milhões no período, com dez operações fechadas. No ano passado, o setor de serviços participou com oito contratos, liberando um total de US$ 92,41 milhões. Um dos maiores responsáveis é o setor de construção, também enquadrado como serviços para o programa.