Leishmaniose volta a preocupar Bauru
Leishmaniose volta a preocupar Bauru
O Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde, está extremamente volta a se preocupar com os perigos da leishmaniose em Bauru. Na última sexta-feira, segundo a diretoria do DSC, Maria Helena Abreu, foram recebidos três resultados de exames de triagem de sorologia em cães, dois quais dois deram positivos.
O terceiro animal, no primeiro exame colhido, apresentou índice no limite e, no segundo, o resultado foi negativo. Agora, os três animais, que ainda estão na posse de seus donos, passarão pelo exame de biópsia para confirmação da doença. Se for confirmado a leishmaniose, os animais terão quer ser sacrificados. Em maio deste ano, um cachorro foi sacrificado na cidade porque a doença foi confirmada. A doença pode ser transmitidas a humanos e ser fatal, se não tratada a tempo e adequadamente.
De acordo com Maria Helena, a preocupação se justifica diante dos números de casos da doença registrados na cidade próximas a Bauru, não só em cães, mas também casos humanos. No município de Lins já foram confirmados 48 casos caninos. Em Getulina, Promissão e Cafelândia, um caso em cada uma das cidades.
Quanto a Araçatuba, os dados são mais preocupantes. Já se perdeu o número de casos positivos em cães, e em humanos, já são 63 confirmados e transmitidos através do cão, e na maioria dos casos, sem apresentar problemas. A diretora do DSC destaca que a preocupação
é redobrada em função da vizinhança com a cidade de Lins e também com relação aos casos pendentes em Bauru.
"Nossa preocupação é muito séria e lavamos isso ao prefeito Nilson Costa. Temos a obrigação de proteger a saúde das pessoas. Ainda não sabemos se existe o mosquito transmissor da doença em Bauru, mas temos que contar com dispositivos para observar os animais suspeitos até que cheguem os resultados dos exames", ressaltou.
Maria Helena Abreu acrescenta que em casos suspeitos, o procedimento ideal é o isolamento do animal, em local apropriado, para ficar em observação quanto à possibilidade de evolução da doença, restringir o contato e não perder o animal de vista. A questão é que o Município não conta com esse local. Por isso, os cães suspeitos, mesmo em observação, continuam de posse de seus donos.
Com relação a essa questão, o Município estuda uma forma de solucionar o problema, de acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura. A diretora do DSC adianta que durante a campanha de vacinação anti-rábica, o Município estará colhendo uma amostragem de exames, em todos os postos de vacinação, para tentar uma avaliação mais concreta da realidade.
Sintomas no cão
* O animal contaminado fica apático e emagrece
* Apresenta dificuldades em pisar no chão porque suas unhas crescem exageradamente
* Apresenta dificuldades para se locomover nos membros posteriores
* Apresenta lesões, úlceras que não cicatrizam, nas extremidades do corpo, patas e rabo
Sintomas no homem
* Forma cutânea: úlceras semelhantes as do cão, que crescem rapidamente e de evolução crônica. Esta forma, sozinha, não é dolorosa. As úlceras podem atacar as mucosas da boca e no nariz chega a corroer o osso.
* Forma visceral: é mais grave e pode levar à morte, caso não seja diagnosticada e tratada adequadamente. Tem evolução crônica e provoca aparecimento de gânglios pelo corpo, emagrecimento, anemia, debilidade física progressiva, além do aumento do fígado e baço.