07 de julho de 2026
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Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 3 min

Museu do Pelé deve estar pronto atéo final do ano

Museu do Pelé deve estar pronto até o final do ano

Texto: Luciano Augusto

Foi assinada, ontem, a carta de intenções do projeto que irá transformar a casa onde viveu o atleta do século em Bauru, na rua Sete de Setembro, entre as décadas de 40 e 50, no Museu Pelé. A parceria foi assinada pelo diretor-executivo do Instituto Herbert Levy, Luiz Fernando Ferreira Levy, e o prefeito Nilson Costa (PPS). A intenção é inaugurar o museu até o final do ano.

Nilson Costa lembrou que o Museu Pelé é um sonho antigo da cidade mas que, pelas dificuldades financeiras e logísticas, foi sendo adiado sendo possível somente agora com a participação do Instituto vinculado ao jornal especializado em Economia "Gazeta Mercantil".

De acordo com o prefeito, o orçamento foi extremamente afetado em função do cancelamento das taxas que eram agradadas ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Segundo o chefe do executivo, a Prefeitura Municipal sentiu a redução de R$ 7 milhões em sua arrecadação.

"Tivemos que recorrer à parcerias e à ajuda da comunidade e tem dado certo", complementou Nilson Costa.

O prefeito adiantou que o museu irá "relembrar o período da vida do Pelé em que ele e a família moraram aqui e também o Pelé que acabava com o jogo nos campos de várzea". Caberá à Prefeitura cuidar, manter e ampliar o acervo do Museu Pelé, atraindo público através de atividades paralelas ligadas ao museu.

O diretor-executivo do Instituto Herbert Levy e também diretor-presidente do jornal Gazeta Mercantil, ressaltou a importância do museu, "uma vez que Pelé é a grande marca brasileira internacional e resgatar a sua história na cidade na qual ele viveu grande parte de sua juventude até começar a aparecer nos campos é altamente gratificante".

Argumentou também que o Instituto Herbert Levy tem grande interesse em valorizar as coisas e pessoas brasileiras. Por isso, o retorno institucional para o jornal e, até mesmo para o instituto, segundo ele, não é a maior preocupação da parceria. "A história do Pelé é a história das pessoas que dão certo e isso tem que ser valorizado e mostrado", completou Levy.

Os recursos, segundo o diretor executivo do Instituto Herbert Levy, devem vir da Lei Rouanet. O instituto fará um projeto de viabilização e aprovação do Museu Pelé para captar investidores.

O empresário destacou também a importância da iniciativa privada intervir na divulgação da cultura, uma vez que ela é menos Governo e mais sociedade civil. "Cultura não é um problema de Governo,

é um problema da sociedade, de conhecer e valorizar nossas coisas", finalizou.

Já um dos mais antigos defensores do Museu Pelé, Luiz Carlos Cordeiro, autor de um livro que conta a vida do atleta do século, disse que, somente de seu próprio acervo, já existem mais de 70 fotos do Pelé, quando criança e adolescente, antes dele ir para o Santos, que serão transformadas em pôsteres. Outras pessoas também deverão ceder outros materiais. O próprio Pelé vai doar camisas de seus times, autografadas, inclusive dos seus jogos na Seleção Brasileira. A empresa que cuida do acervo do rei do futebol fornecerá réplicas do troféu do milésimo gol e do troféu que ergue Pelé

à condição de Atleta do Século.

Cordeiro afirmou também que o Museu Pelé demorou para sair do papel porque faltou apoio dos dois últimos prefeitos. "Isso foi conseguido agora, no Governo do Prefeito Nilson Costa".

Por sua vez, o secretário do Desenvolvimento Econômico do Município, Roberto Rufino, acredita que o Museu Pelé, juntamente com a posse do Conselho Municipal de Turismo e a montagem do Consórcio Regional de Turismo, irá transformar a cidade num grande pólo turístico da região, centralizando as atividades na cidade de Bauru.

Disse também que, segundo a diretoria da Gazeta Mercantil,

é possível que o próprio Pelé venha

à Bauru para a apresentação e lançamento do projeto.