Concurso do Banco do Brasil atrai 2,5 mil pessoas
Concurso do Banco do Brasil atrai 2,5 mil pessoas
Texto: Luciano Augusto
Dos cinco mil candidatos esperados no concurso para escriturário do Banco do Brasil (BB), durante os cinco dias de inscrições, apenas 2.500 pessoas confirmaram presença fazendo a inscrição. As inscrições, que começaram na segunda-feira, se encerraram ontem e a prova será aplicada no dia 31 de outubro.
A gerente de administração do BB, Romilda Leite de Aquino, 43 anos, afirmou que o erro de quase 50% na estimativa do banco é explicável. Segundo ela, muitos candidatos procuraram se inscrever em regiões que estão com uma carência maior de profissionais bancários.
Na região de Bauru, ainda existem candidatos aprovados do concurso realizado no ano passado pelo banco e que ainda não foram chamados. "O Banco do Brasil poderá chamar estes aprovados até o dia 27 de abril do ano 2.000", completou Aquino.
De acordo com a gerente, as inscrições ocorreram sem tumulto e sem filas demoradas. "A infra-estrutura (quatro terminais de atendimento) disponibilizada supriu todas as necessidades".
No dia da prova, 31 de outubro, os candidatos precisam demonstrar habilidades no seguinte conteúdo programático: conhecimentos bancários (mercado financeiro, produtos e serviços), português (interpretação de texto), matemática
(ênfase em finanças), informática, inglês básico e atualidades políticas, econômicas e sociais.
O salário inicial para o cargo de escriturário é de R$ 732,00, para uma jornada de trabalho de 30 horas semanais.
Candidatos
O estudante Antonio Carlos Toneli Júnior, 20 anos, estava confiante. "É uma boa oportunidade, até mesmo pela minha idade, e o ganho fixo é o mais importante".
Além disso, o estudante pensa em cursar uma faculdade e subir alguns degraus na carreira de bancário.
Tão confiante quanto Toneli Junior estava a professora municipal Luciana Navarro Santineli, 26 anos. O que mais atraiu na decisão de fazer a prova do BB foi "a estabilidade, o salário e a pouca jornada de trabalho". A professora resolveu prestar o concurso porque está descontente com o salário do magistério.
Santineli também pensa em seguir carreira no banco, caso seja aprovada e chamada para a função. "Quero este emprego porque está difícil achar um lugar que dê oportunidade", finalizou a professora.