Comerciante diz ter prejuízo devido a reparos da CPFL
Comerciante diz ter tido prejuízo devido a reparos da CPFL
Texto: Adriana Rota
Uma interrupção de energia elétrica com duração prevista entre as 7 e 12 horas de ontem, mas que se alongou até cerca de 14 horas, causou descontentamento num comerciante da Vila São Paulo, que afirmou ter sofrido prejuízos. A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) informou que o trabalho tinha de ser executado durante a semana, o quanto antes, e que o alerta sobre a previsão foi feito justamente para que as pessoas se preparassem.
Moisés de Jesus Silva, 27 anos, proprietário de um supermercado na rua Gaudêncio Piolla, disse ter ficado preocupado com os alimentos que dependem de refrigeração devido ao tempo que a energia demorou para ser restabelecida.
"As embalagens de alguns iogurtes chegaram a ficar estufadas. Amanhã o fornecedor poderá dizer se eles estragaram mesmo, só que é feita a troca quando a validade está vencida. Então, quem é que vai arcar com o prejuízo?", questionou.
O comerciante disse já ter sido prejudicado pelo fato de não ter podido vender durante todo esse período porque as balanças e as caixas registradoras também dependem de energia elétrica. Ele calculou um prejuízo entre R$ 1.000,00 e R$ 1.500,00.
O gerente regional da CPFL, Lúcio Esteves Junior, disse que a empresa somente ressarce os consumidores que sejam lesados por responsabilidade dela. "Como o desligamento foi programado e devidamente comunicado pela mídia, ele deveria ter se guarnecido, armazenando os produtos em outros locais", afirmou.
Esteves Junior explicou que a obra funcionou como uma "operação de guerra" envolvendo 25 homens só em campo, fora os que operaram a rede dentro da empresa, para efetuar uma interligação de modo a atender 2.600 novas residências dos loteamentos Bauru 2000 e Nova Bauru.
Uma unidade do Departamento de Água e Esgoto (DAE) existente no bairro também foi beneficiada, segundo ele, além dos próprios moradores, porque mais uma fonte de alimentação de energia foi colocada na rede visando evitar problemas futuros. Dez postes também foram instalados pelo bairro.
A previsão costuma ser feita com uma margem de segurança.
"Em raríssimos casos ultrapassa o tempo previsto, mas pode ocorrer". Esteves Junior informou, ainda, que a Vila São Paulo foi escolhida porque o corte temporário atingiria apenas 356 consumidores, menos da metade dos 800 que seriam afetados caso o trabalho fosse feito no Pousada da Esperança II.
Quanto à possibilidade de efetuar esse tipo de serviço nos finais de semana ou em horários alternativos, o gerente regional da CPFL disse que as obras de grande vulto costumam ser feitas nessas ocasiões, mas que havia certa urgência em concluir essa. "Mas já teve ocasião de deixarmos para o final de semana e o consumidor reclamar", destacou.