07 de julho de 2026
Geral

Combustíveis

Márcia Buzalaf
| Tempo de leitura: 4 min

Consumidores reclamam dos combustíveis

Consumidores reclamam de combustíveis

Texto: Márcia Buzalaf

Os recentes reajustes nos preços dos combustíveis deixaram muitos consumidores insatisfeitos, reclamando que a equação entre o que se ganha e o que se gasta ficou mais difícil, principalmente para quem trabalha com o veículos e tem um gasto substancial com o combustível.

Diariamente, um grande número de consumidores estão liga para o Jornal da Cidade para reclamar dos preços e, principalmente, da falta de concorrência entre os valores praticados para o litro da gasolina. Por este motivo, a reportagem saiu às ruas para conversar com quem estava abastecendo o carro e que tem que resolver o problema dos preços de alguma forma.

Entre estudantes, profissionais liberais, aposentados e mototaxistas, a reação é a mesma: de que não adianta procurar o melhor preço. O que determina a escolha do consumidor hoje em dia em Bauru é o serviço oferecido ou a qualidade do combustível - principalmente no caso do álcool. Veja a explicação dos entrevistados:

"Mesmo a moto sendo econômica, com o aumento ficou ruim para a gente. Antes, você colocava R$ 2,00 e dava três litros de gasolina, agora você põe R$ 5,00 e dá dois e meio. E a corrida a gente não pode aumentar se não perde o cliente. Para a corrida para perto, tudo bem, mas para os bairros, a gente gasta às vezes um litro de gasolina. Eu estou trabalhando dia e noite para compensar e poder pagar a prestação da moto e o aluguel de casa. Eu sempre procurei o mais em conta, mas hoje não tem mais em conta, parece que tabelou em R$ 1,25. Só tem mais diferença no álcool e no diesel"

Ivan Gomes, mototaxista

"Como minha mãe sai menos de carro, eu troquei de carro com ela porque o preço da gasolina estava muito alto e do álcool mais barato. O duro é que a diferença de um posto para o outro é de centavos. Tem cidades vizinhas com mais diferença, mas eu procuro ir nestas cidades quando

é para encher o tanque. Aí, vale a pena. O duro

é que não dá para diminuir o consumo de combustível, então tem que diminuir em outros gastos"

Renata Andressa Soares, 20 anos, estudante

"Eu estou adorando o preço do álcool, mas o duro é que, com certeza, deve aumentar de novo por causa do governo. Eu não tinha condição de comprar um carro a gasolina e, quando apareceu este, eu comprei a álcool mesmo. Hoje, eu estou satisfeito. Eu procuro postos por causa do atendimento. Eu conheço o pessoal deste posto e eles lavam o carro da gente. Agora, aqui na cidade, o combustível está tudo o mesmo preço. Então, eu vou pela preferência. Eu sou viajante e, quando viajo para fora, eu abasteço. Em Jaú, o álcool está R$ 0,36, em Barra Bonita, R$ 0,35, em Dois Córregos, R$ 0,39... Quanto mais perto das usinas, mais em conta. Quando eu vou para lá, eu encho o tanque. Tem gente que fala que o álcool de lá não é bom, mas eu nunca tive problema. Eu acho que o álcool está bem melhor agora"

Hermenegildo Miranda da Silva, 28 anos, vendedor

"Eu já vi este filme antes, a coisa está ficando meio incontrolável, porque está atrapalhando o orçamento familiar, a vida das pessoas... Eu sou habituado a abastecer em um local só, por isso, não faço pesquisa em outros postos. Tenho impressão que os preços são meio iguais, por isso, eu prefiro abastecer sempre no mesmo. Eu estabeleço uma cota mensal em dinheiro que eu posso gastar e tento me manter nela. Antes, dava para cumprir a cota, mas agora ela só serve como parâmetro"

Délvio Aiello, administrador de empresa aposentado

"Eu que gasto um tanque por dia, dá R$ 13,5 todo dia de gasolina. Tem um posto que vende por R$ 1,24, mas os outros estão todos muito caros. Antes, eu gastava R$ 9,00, R$ 10,00... Quando eu ando bastante, eu gasto R$ 15,00 por dia. Aí, sai caro. Eu gasto mais com o combustível do que com o meu salário. Quando eu estou na descida, eu deixo em ponto morto para gastar menos e assim vai... Tem que ver também a qualidade da gasolina. Eu só procuro Shell ou Ipiranga. Os outros deixam a moto pulando"

Valter Lopes dos Santos Júnior, mototaxista