07 de julho de 2026
Geral

Educação

Adriana Amorim
| Tempo de leitura: 4 min

Primeira série fica sem vaga ano que vem

1ª série fica sem vaga ano que vem

Texto: Adriana Amorim

Os alunos que quiserem ingressar na 1ª série do ensino fundamental em uma escola do ensino público no ano que vem devem encontrar dificuldades. A rede pública estadual, que recebe grande parte dos alunos que saem da pré-escola, já constatou um pequeno déficit na quantidade de vagas. Segundo a Diretoria de Ensino, a situação deve se agravar porque as estatísticas que comprovam a quantidade insuficiente de vagas não englobam as crianças que estão fora da rede de ensino.

Esta semana, a Diretoria de Ensino de Bauru recebeu um relatório da Secretaria Municipal de Saúde que aponta o número de crianças matriculadas na rede municipal e que em 2000 devem migrar para as escolas estaduais. De acordo com o levantamento, 3.929 crianças que hoje freqüentam a última etapa da pré-escola irão cursar a 1ª série no próximo ano.

Segundo a dirigente regional de ensino, Edinéa Sitta Cucci, esses alunos não devem encontrar dificuldades para conseguir uma vaga na cidade, uma vez que o Estado e o Município têm à disposição 3.850 vagas. O déficit

é de apenas 79 vagas.

O número é bem menor do que esperava a Diretoria de Ensino, que no primeiro semestre chegou a estimar que 1.680 crianças ficariam sem vaga. Edinéa acredita que os dados anteriores repassados pela Secretaria Municipal de Educação incluíam crianças que frequentavam todas as etapas da pré-escola (como jardim de infância e maternal).

"Agora eles envolvem apenas os alunos que no que vem vão fazer a 1ª série", reforma a dirigente.

O problema aparece quando é levada em consideração a quantidade de crianças que atualmente estão fora da rede municipal de ensino ou frequentaram escolas particulares. Elas não estão contabilizadas pela estatística e podem fazer a diferença. Baseada em anos anteriores, a Diretoria de Ensino acredita que cerca de 1.000 crianças se enquadrem nesse perfil.

Planejamento

Este é o primeiro ano em que o órgão estadual recebe antecipadamente as estatísticas do Município. Edinéa diz que esse tipo de levamento fornece informações que podem ajudar na escolha de estratégias para poder enfrentar e solucionar as dificuldades com antecedência. "Dá tempo, por exemplo, para construir novas escolas", cita.

A dirigente diz que a saída para o déficit local

é a construção de novas escolas. A idéia já foi descartada por parte do Estado. Isso porque a rede estadual está investindo no ensino médio e deixando o ensino fundamental a cargo dos municípios. A Secretaria Municipal de Educação garante que vai construir duas novas unidades, até o início do ano que vem, no Núcleo Fortunato Rocha Lima e Núcleo Nova Bauru, regiões que já apresentam demanda acentuada. Edinéa diz que elas devem amenizar, mas não resolver a situação.

Diretoria de Ensino que ajuda da Emdurb

A Diretoria de Ensino pretende conseguir a ajuda da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) para amenizar este ano o problema de um dos pontos da cidade considerados críticos devido à falta de vagas para atender a demanda em escolas próximas ao local onde as crianças residem. A preocupação

é em relação às crianças que estão se mudando para novos núcleos habitacionais construídos na região leste da cidade.

Cerca de 1.500 casas devem ser entregues à população nas proximidades do Núcleo Mary Dota, fazendo com que crianças que moram e estudam atualmente em uma região da cidade mudem de residência, mas não encontrem vaga em escolas perto da nova moradia. Naquela região, apenas uma escola atende estudantes de vários bairros.

A solução encontrada pela Diretoria de Ensino para que esses estudantes não abandonem a escola e percam o ano letivo foi de tentar amenizar os gastos com o transporte. A dirigente de ensino Edinéa Sitta Cucci explica que solicitou

à Emdurb que cobre desses estudantes apenas um dos dois passes utilizados para a locomoção. "Ficamos de voltar a falar sobre o assunto, mas o presidente disse que iria analisar".

A alternativa encontrada pela Diretoria, no entanto, ameniza o problema apenas este ano. Em 2000, a região leste vai compreender um dos pontos considerados críticos na cidade. A área da Pousada da Esperança e Vila Ipiranga também poussem as mesmas características. (AA)