19 de março de 2026
Geral

ECCB

Luciano Augusto
| Tempo de leitura: 3 min

Condutores realizam assembléias sobre pagamento de ticket

Condutores realizam assembléias hoje sobre pagamento de ticket

Texto: Luciano Augusto

Os condutores da Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB) realizam, hoje, três assembléias onde irão decidir se aceitam ou não a proposta da empresa apresentada durante a mesa-redonda realizada no dia 31 de agosto, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Campinas. A empresa propôs o pagamento de R$ 50,00 reais de ticket-alimentação, a partir de setembro (referente ao mês de agosto) mais R$ 10,00 mensais, durante dez meses, referente aos dois meses em que o ticket não foi pago (junho e julho). A entrega da cesta básica foi mantida pela empresa circular.

"A partir de setembro, o trabalhador passaria a receber R$ 60,00 e se algum destes trabalhadores forem demitidos, receberão os dois meses atrasados no ato da homologação ou o que faltar para receber no mês da demissão", apontou Elias Pinheiro da Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Passageiros Urbanos, Interurbanos, Cargas e Transportes em Geral (SindTran).

Juntamente com a proposta da ECCB será apresentada também a proposta do sindicato, que é de R$ 100,00 em ticket-alimentação. Caso os trabalhadores não acatem nenhuma das duas soluções, deverá ser colocada em votação a proposta de greve geral dos condutores da ECCB.

O pagamento dos R$ 50,00 de ticket-alimentação, se aprovado na assembléia de hoje, deverá valer até dezembro, quando novamente as partes retomam as negociações.

O SindTran avisa que o trabalhador que não comparecer à assembléia, automaticamente terá que acatar a proposta dos demais condutores que comparecerem na votação, que será secreta.

Silva comentou ainda que, "enquanto sindicalista, ele não aceitaria a proposta da empresa". Segundo ele, os trabalhadores já fizeram "todo um trabalho" entendendo a situação da ECCB e se "a empresa está nesta situação não é por causa dos trabalhadores e sim por incompetência administrativa".

Dívida com a Previdência

De acordo com o presidente do SindTran, Elias Pinheiro da Silva, os encargos sociais dos trabalhadores não estão sendo depositados pela empresa, apesar de estarem sendo descontados do trabalhador. Silva cita um "documento oficial" conseguido por ele junto à Previdência Social, onde consta que a ECCB deve de INSS, R$ 17.241.920,25, "só dos processos que estão em fase de embargo e penhora".

Existem ainda, segundo o sindicalista, outros processos tramitando, que ainda não chegaram nesta fase, e mais todo os meses de 99. O SindTran acredita que a dívida da ECCB com a Previdência Social pode chegar a R$ 25 milhões.

Já com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço

(FGTS), a dívida estimada pelo sindicato é de R$ 1,5 milhão. "Inclusive isso tem atrapalhado alguns trabalhadores na aquisição da casa própria ou de abater a prestação por falta destes depósitos", finalizou o presidente do SindTran.

ECCB

A Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB), através da advogada Adriana Helena Zuccolin, que esteve representando a empresa durante a mesa-redonda no TRT, afirmou que a empresa está fazendo o levantando dos valores exatos da dívida (por isso não confirmou os valores apurados pelo SindTran). Mas, mesmo assim, já está buscando um parcelamento das mesmas junto

à Previdência Social.