Morte de professor ainda é mistério
Morte de professor ainda é mistério
Bariri - Até ontem à noite as polícias Araraquara e de Boa Esperança do Sul ainda não tinham pistas concretas sobre o assassinato do professor universitário José Francisco Barbieri de Toledo, 40 anos, encontrado morto com um tiro na nuca, no final da manhã de anteontem, em um canavial. O crime chocou Bariri onde ele morava e Jaú onde o professor dava aulas no curso de Administração de Empresas.
Segundo a polícia, não se sabe ainda o local exato onde o professor foi morto. O corpo dele foi deixado num canavial
às margens da rodovia que liga Araraquara a Jaú, mas isso não quer dizer que ele tenha sido morto ali. Outro detalhe que a polícia colheu foi junto a um morador da zona rural que encontrou o corpo e disse à polícia que passou pelo local às 8h10 da quarta-feira e nada viu. Quando retornava, às 10 horas, encontrou o corpo estendido próximo ao canavial.
Os fatos apurados até o momento são controversos, criando um mistério em torno do caso. Barbieri morava em Bariri e lecionava em Jaú, onde foi visto pela última vez, às 22h20 de anteontem, quando assinou o ponto. Ele era casado há um ano e sua esposa, que está grávida de sete meses, disse que ele afirmou que voltaria mais tarde que o habitual naquela noite devido a uma reunião que teria após a aula. Como ele não retornava, a família foi até a delegacia de Bariri registrar o desaparecimento. Barbieri teria sido visto pela última vez quando saía da faculdade, por volta das 22h30.
O delegado da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), Jesus de Nazaré Romão foi até o local e disse que pelas características do corpo fazia poucas horas que ele havia sido morto. "O sangue não estava nem coagulado ainda", afirmou. O corpo foi reconhecido por causa da denúncia de desaparecimento e pela aliança que trazia a inscrição onde estava gravado o nome da esposa.
Romão suspeita que o crime pode ter acontecido em decorrência de um latrocínio (matar para roubar). Porém, a hipótese deixa dúvidas devido ao fato de o cordão dourado e a aliança não terem sido roubados. Somente a carteira e o carro, um Ford-Mondeo foram levados. No entanto, o automóvel foi abandonado em Ribeirão Preto. No carro foram encontradas marcas de sangue, o que para o delegado caracteriza que houve luta entre a vítima e o(s) criminoso(s). As mãos de José Francisco estavam amarradas com cadarço de tênis e os pés com fios que ele segurava com força por trás do corpo.