Servidores estaduais querem levar 15 ônibus à ato em São Paulo
Servidores estaduais querem levar 15 ônibus
à ato em São Paulo
Os servidores públicos estaduais da região esperam levar para o ato de protesto em frente à Assembléia Legislativa, em São Paulo, amanhã, cerca de 15 ônibus, somando quase 700 trabalhadores. O funcionalismo estadual é contra a proposta do Governador Mário Covas de reforma da previdência que deve ser apreciada pelos deputados.
A diretora do Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde do Estado de São Paulo (SindSaúde), Maria Aparecida Faria, 42 anos, afirmou ontem que a pretensão do movimento
é levar cerca de 60 mil servidores até a Assembléia. O ato quer pressionar o Governo estadual para receber a comissão de negociação do funcionalismo público.
De acordo com Faria, a totalidade do funcionalismo estadual discorda do projeto de reforma previdenciária feito pelo Governo.
"Entendemos que é importante fazer a reforma do Instituto de Previdência do Estado de São Paulo (Ipresp) mas não da maneira que o Governo está colocando", argumentou a sindicalista.
O projeto prevê, entre outras mudanças, a alteração da contribuição dos servidores estaduais. A alíquota subiria de 6% para até cerca de 24%. Servidores aposentados e pensionistas também voltariam a contribuir.
Ela diz que para rejeitar o projeto são necessários os votos de 48 deputados estaduais. Segundo Faria, os servidores já conseguiram 42. Para conseguir o restante, em cada dia da semana uma entidade representativa do funcionalismo estadual fica de plantão na Assembléia Legislativa reforçando o lobby com os deputados.