Jaú tem Leishmaniose confirmada
Confirmado o primeiro caso e Leishmaniose em Jaú
Jaú - O primeiro caso de leischamiose canina, em Jaú, foi confirmado ontem pelo secretário municipal da Saúde, Sílvio Fernando Alonso. O registro ocorreu em um cão na Vila Industrial, próximo ao Estádio Zezinho Magalhães.
O laudo do Instituto Adolfo Lutz atestando a doença foi recebido sexta-feira passada, e segundo o secretário, a comunicação oficial ocorreu só agora porque a Secretaria estava aguardando instruções da Vigilância Epidemiológica Estadual.
Além da informação aos PAS que estarão alertas quanto aos sintomas da doença, a Secretaria iniciou uma busca ativa num quadrilátero (nove quarteirões) ao redor da casa em que morava o cão doente. O objetivo
é examinar clinicamente e colher sangue de todos os cães porque já há mais três casos suspeitos.
A leishmaniose é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero leischmania e transmitida ao cão e ao homem pela picada do mosquito palha. Há dois tipos de leischmaniose: a Cutâneo-mucosa (Tegumentar Americano) que provoca lesões na pele e nas mucosas, e a visceral, mais grave, que pode atacar o baço e o fígado.
Neste caso, se a doença não for tratada a tempo, pode levar o doente à morte. Segundo o secretário Sílvio Alonso, a leischmaniose do tipo visceral tem índice de mortalidade entre 75 e 80% quando não é realizado o tratamento adequado.
No caso dos cães, os sintomas são: mudança no comportamento, queda no peso, inchaço abdominal, sangramentos e ulcerações de difícil cicatrização. No homem, ocorre febre, anorexia (perda de apetite), aumento do fígado ou do baço e às vezes o surgimento de gânglios.
A população deve estar atenta, tomando cuidados para não atrair os mosquitos que normalmente surgem logo cedo e no fim do dia. É importante manter a higiene das residências, evitando deixar sobras de comida, por exemplo.
A leischmaniose tem sido registrada em vários municípios tendo sido detectada inicialmente na região de Andradina. Em todo o Estado duas pessoas já morreram.
Araçatuba
Em Araçatuba, a Vigilância Sanitária está encontrando dificuldades para combater a leishmaniose na cidade, que já registrou uma morte. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, os donos de cães contaminados estariam escondendo ou tratando os animais com medicamentos para humanos, o que é proibido por lei, para impedir que eles sejam sacrificados.
A diretora da Vigilância Epidemiológica do Estado, Lucelena Araújo explicou que os agentes sanitários enfrentam forte resistência da população que tenta evitar de todas as formas a execução de cães, principalmente os de raça.
Recentemente, o secretário estadual de Saúde, José da Silva Guedes criticou os sanitaristas de Araçatuba por causa disso. Segundo Guedes, é preciso ter mais agilidade no controle de cães doentes. E citou que países como a China erradicaram a doença matando inclusive cães sadios.
Uma das alternativas em estudo é o uso de força policial durante as visitas de agentes sanitários e a responsabilização criminal dos proprietários. O secretário municipal de Saúde, Rubens Araújo diz que a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera normais os índices de densidade de um cão para cada grupo de dez habitantes. Porém, as últimas estatísticas teriam indicado que em Araçatuba, com 180 mil habitantes, existe um animal para cada quatro habitantes.