08 de julho de 2026
Geral

Convenção partidária

Josefa Cunha
| Tempo de leitura: 2 min

PT adia novamente convenção e pode ficar fora da eleição de 2000

PT adia novamente convenção e pode ficar fora da eleição de 2000

Texto: Josefa Cunha

A comissão responsável pela intervenção no PT de Bauru decidiu adiar novamente a convenção que elegerá a nova direção municipal do partido. O encontro já havia sido suspenso por quatro vezes e estava agendado para o próximo domingo, dia 26. Ontem, porém, os interventores informaram que a convenção foi mais uma vez adiada e que ainda não há data para sua realização. A indefinição às vésperas do vencimento dos prazos impostos pela Justiça Eleitoral pode deixar o PT de Bauru fora das eleições municipais do ano 2000.

Além da convenção, outras incertezas preocupam a militância petista, como um cogitado processo de refiliação. Se os interventores decidirem anular as atuais fichas em nome de um recadastramento partidário, a situação pode ficar ainda mais complicada.

Pela legislação eleitoral, todos os militantes partidários com interesse em candidatar-se devem comprovar filiação mínima de um ano antes da realização pleito. Supondo que o primeiro turno das eleições de 2000 ocorra no dia 1.º de outubro, o último prazo para as filiações terminaria no dia 30 de setembro próximo. Um eventual recadastramento, portanto, teria que ocorrer até a referida data.

O prazo é o mesmo para os partidos enviarem documentos ao cartório eleitoral comprovando sua devida constituição jurídica. Por estar sob intervenção, o PT de Bauru não está representado juridicamente, situação que deverá estar igualmente regularizada até quinta-feira da semana que vem. Para poder participar do processo eleitoral de 2000, o partido local terá que eleger sua nova direção ou nomear uma comissão provisória - hipótese bastante remota em virtude da falta de consenso interna - até o dia 30.

As decisões sobre a crise vivida no partido continuam em total sigilo. Segundo informações da secretaria do PT de São Paulo, "os interventores estão proibidos de conceder entrevistas sobre as questões de Bauru". A determinação vem sendo cumprida à risca pela comissão. Anteontem, os três membros interventores

- Osmar Lopes, Luiz Turco e Vilson de Oliveira - estiveram na cidade em busca de documentos do partido (livros contáveis, relação de filiados, et cetera), mas mal se deixaram ser vistos. O silêncio aliado à decorrência dos prazos eleitorais está colocando a militância petista de Bauru - especialmente aqueles que postulavam candidaturas

- em polvorosa. O pior é que ninguém, respeitando censura imposta pelos interventores, está podendo comentar

- e muito menos contestar - o problema.