08 de julho de 2026
Geral

Atendimento médico

Adriana Amorim
| Tempo de leitura: 2 min

AHB vai decidir se PA ga gestante continua

AHB vai decidir se PA da gestante continua

Texto: Adriana Amorim

A diretoria da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) vai se reunir, até no máximo a semana que vem, para decidir se o serviço do Pronto-Atendimento (PA) à Gestante, prestado na Maternidade Santa Isabel, continua ou não sendo prestado a partir do próximo mês. Até ontem, a Prefeitura Municipal havia feito apenas o repasse parcial dos valores que haviam sido definidos em acordo firmado entre as partes.

A informação foi transmitida ontem pelo presidente da AHB, Joseph Georges Saab, que fez questão de ressaltar os termos do acordo. Ele relembra que o convênio foi fechado em uma reunião realizada no final de julho que contou com a presença dele, do superintendente da AHB, secretários municipais de Saúde, Finanças e Negócios Jurídicos, além do Conselho Municipal da Saúde e do prefeito Nilson Costa. "Nessa ocasião eles disseram que era para eu retomar o atendimento porque o repasse seria feito", afirma Saab.

Ficou estipulado, segundo ele, que o repasse mensal será de R$ 35 mil, sendo R$ 15 mil para pagamento dos médicos e funcionários contratados pela AHB e R$ 20 mil para compra de equipamentos e manutenção do atendimento. "Os valores foram determinados pela emenda feita na Câmara Municipal", ressalta. No entanto, o pagamento da primeira parcela não foi feito integralmente: com atraso, foram pagos R$ 15 mil. O pagamento da segunda parcela não chegou a ser realizado.

O presidente da AHB diz que não está "encostando a Prefeitura na parede" e sim cobrando apenas aquilo que foi acertado em comum acordo. "A situação da AHB não permite tanta tolerância", argumentou Saab. "Depois, não temos condições de financiar a saúde local, já que o PA é de competência do Município".

Saab afirma também que o acordo foi firmado e os papéis estão na Prefeitura desde o final de julho. "O acordo está lá para ser assinado e eles ainda não assinaram", acrescenta. Ele argumenta ainda que não havia sido acertado que seria necessária a apresentação de faturas referentes à aquisição de equipamentos para que parte do repasse foi realizado. "Se isso for necessário, compro as máquinas hoje mesmo e mando as faturas".

Até ontem, a Prefeitura havia pago duas parcelas de R$ 15 mil, valores que não correspondem ao exigido inicialmente pela diretoria da AHB. Em reunião feita na semana passada, a entidade decidiu enviar ofício à administração para cobrar o débito, informando que se não forem pagos R$ 20 mil da primeira parcela e R$ 35 mil da segunda, até o final de setembro, os serviços do PA à gestantes serão interrompidos a partir do dia 1º de outubro.

Até o fechamento desta edição, o prefeito Nilson Costa não havia retornado as ligações feitas pela reportagem para comentar o assunto.