Revolução da Informação muda conceito de mídia
Revolução da Informação muda conceito de mídia
Texto: Rose Araujo
O surgimento de novos meios de comunicação e a rápida mudança no panorama mundial que isto está provocando faz com que a briga dos anunciantes deixe de ser pela audiência e passe a ser pela atenção dos consumidores. Este foi o principal tema levantado pelo publicitário Walter Longo, presidente da One Four One Brasil, empresa de comunicação integrada ao grupo NewcommBates, e vice-presidente da NewcommBates, durante o painel "Publicidade Integrada - A luta pela atenção". O evento foi realizado no Maximídia 99 - 9.º Encontro Internacional da Mídia, que está acontecendo no World Trade Center, em São Paulo.
Com uma explanação bem-humorada, Longo conseguiu mostrar para o público onde estão os principais problemas dos anúncios e agências e como solucioná-los.
Explicou que uma mídia pode não matar a outra, como
é o caso da televisão com o rádio, mas amplia a irrelevância que a antiga passa a ter junto ao público-alvo.
"Quando a TV surgiu, o rádio era líder absoluto de audiência. A atenção passou a ser dividida entre os meios, pois cada um tem sua característica de informação", ressaltou.
Ele lembrou que o meio eletrônico possui a vantagem de ser instantâneo, mas não consegue ser editável.
"Se eu estou no carro escutando rádio e quiser obter informações sobre meteorologia, tenho que esperar até que o locutor me passe isso. Se eu tenho um jornal nas mãos, posso ir direto à página que me interessa. Mas, perco a vantagem da instantaneidade", salientou Longo.
A Internet quebra estes princípios. Ao mesmo que é instantânea, é editável. E, diante disso, os anunciantes precisam lembrar que o modo de atingir seu público se diversificou.
Para tentar mudar o conceito de mídia que hoje ainda impera no País, Longo propôs cinco maneiras de chegar mais próximo ao consumidor: praticar comunicação integrada; utilizar publicidade integrada; planejar abordagem omnimídia; aplicar na segmentação e preparar-se para a convergência.
Isto inclui a busca pela mimetização, ou seja, a propaganda tem que chamar o menos possível a atenção do consumidor. Longo explica: "A discrição
é uma das melhores maneiras de se atingir o objetivo. Propagandas inseridas no contexto da linha editorial chamam mais a atenção do público, pois é justamente o que ele está procurando. Quem compra uma revista semanal, espera encontrar um padrão de reportagem, um padrão de diagramação e, quando encontra, lê, mesmo que seja um informe publicitário".
Outro método explicado pelo publicitário foi o da segmentação. De acordo com ele, é preciso entender que cada cliente é um caso diferente e que ele está numa fase de contato diferente com a empresa. "Vale lembrar que, não é porque a compra foi efetuada que a relação com o cliente foi encerrada. É preciso estar sempre comunicando-se com o comprador do produto. Isto gera propaganda boca-a-boca, isto dá resultado", definiu.