Representante comercial passa por fase ruim
Representante comercial passa por fase ruim
Texto: Luciano Augusto
Com as inovações tecnológicas dos últimos 40 anos, o representante comercial ou vendedor perdeu espaço para a nova realidade, construída pelo telefone, fax, celular, Internet e uma série de outros itens eletrônicos. Hoje, quando se comemora o Dia do Representante Comercial, o presidente do 7.º Quarteirão de Amigos, João Sevilha Martins, 82 anos, afirma que o mercado para este profissional está numa fase de baixa e a "figura do representante está se extinguindo".
As grandes lojas, que cada vez mais avançam para o interior, também colaboram para piorar a situação. Mesmo assim, diz Martins, "ainda dá para ganhar dinheiro nesta profissão".
O presidente do 7.º Quarteirão, entidade que abriga como sócios os profissionais que atuam como representantes comerciais, diz que a saída é procurar agrupar pequenas empresas e trabalhar com elas, oferecendo seus produtos às lojas. "Se o profissional for competente, ele cria alternativas", argumenta. Pela sua experiência na área (Martins trabalhou como representante comercial de 1945 a 1990), não há porquê desperdiçar o conselho.
Mas a principal atividade do quarteirão, segundo o vendedor aposentado, não são os conselhos sobre o mercado.
"Damos palestras procurando orientar o amigo para o mundo".
A história dos quarteirões de amigos nasceu por volta de 1940, quando dois viajantes portugueses passavam pela cidade de São Carlos, interior do Estado. Lá, encontraram em um quarto de hotel, um vendedor doente, "à beira da morte", que não tinha família.
Foi formada, então, uma sociedade para ajudar o rapaz agonizante. Estava fundado e idealizado o quarteirão de amigos dos representantes comerciais, com um número reduzido de sócios
(25 no total), "que pudessem, realmente, resolver os problemas".
Atualmente, existem mais de 30 quarteirões de amigos espalhados por todo o território nacional. Só em Bauru, existem dois: o 5.º e o 7.º. As reuniões acontecem todo dia 1.º de cada mês e, basicamente, atua tentando resolver problemas relacionados à atividade de vendedor, à família e outros mais particulares.
Mas os quarteirões de amigos não ajudam somente os representantes comerciais. O 7.º Quarteirão de Amigos, por exemplo, ajuda entidades como a Vila Vicentina e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). No próximo dia 10 de outubro, por exemplo, o 7.º Q. A. promove um almoço beneficente, em prol da Apae de Bauru, na sua sede, que fica na rua Francisco Paes, 4-64, ao lado do Camélias. Os convites custam R$ 10,00 e a renda será toda destinada à entidade.